
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
Introdução:
- Vaso de barro na antiguidade preservava documentos, guardava tesouros enterrados etc.
- O BARRO é citado na Bíblia para simbolizar a criação, a formação, a transformação e a restauração do ser humano por Deus. Ilustra, também, a relação com Criador, o Grande Oleiro, que nos molda conforme a Sua vontade e propósito, conforme o texto clássico de Jeremias 18.3-4.
Em 2 Co 4.7a: Temos em nós um tesouro em vaso de barro....
- O verso nos ensina que o TESOURO é o Evangelho de Jesus e com ele: a Palavra de Deus, a presença do Espírito em nós, a condição de filhos de Deus e de cidadãos dos céus, dentre outras joias preciosas; e o VASO DE BARRO representa nós, cristãos e a igreja que têm e compartilha o inesgotável tesouro.
- Nossa condição de vasos de barro nas mãos do Oleiro, nos ensina que devemos ter:
1ª lição: HUMILDADE
- Autorreconhecimento: não somos de barro.
Isaías 64.8: Mas agora, ó Senhor, tu és o nosso Pai; nós o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos.
- Somos ‘barríticos’. Todos os minerais do barro estão também presentes em nossa composição.
- Humildade vem da palavra grega ‘humus’, que é a parte fértil da terra.
- Somos barro, que um vírus invisível faz virar pó.
- Somos limitados, frágeis e vulneráveis como o barro.
- Por isso, para longe de nós a arrogância, vaidade, soberba, prepotência, altivez.
2ª lição: MISERICÓRDIA
- Compaixão. Podia ser eu. Precisamos nos compadecer das fraquezas dos outros, pois estamos também sujeitos.
Jó 33.6: Sou igual a você diante de Deus; também fui moldado em barro.
- Somos todos iguais, sujeitos aos mesmos problemas, somos todos frágeis. Ninguém é infalível, inquebrável, perfeito.
3ª. DEPENDÊNCIA
- Somos dependentes de muita gente para vivermos. Não somos independentes, mas interdependentes. Dependência mútua, mas, principalmente, dependência do Deus trino.
- Dependentes como um bebê de sua mãe e pai.
- Como a terra precisa da ‘Umidade’ (no Brasil, com ‘u’ e em Portugal, com ‘h’). A terra precisa da ‘humidade’ (vem do humus) para ser fértil.
4ª. RECONHECIMENTO
V7b. Para que a excelência do poder (glória) seja de Deus e não de nós
- Toda glória àquele que nos possibilitou viver e nos providenciou os recursos para isso.
Salmo 115: Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome da glória.
- Só Deus deve receber glória e adoração.
- Gratos ou agradecidos.
Ilustração: Acho melhor que ‘obrigado’. Pois este termo, literalmente, sugere: ‘tenho obrigação para com você’. Muitos ainda tiram o ‘o” de obrigado, por costume, e, ainda anuncia, sem perceber, que ficará ‘brigado’ com a pessoa a quem quis agradecer.
- O versículo a seguir ilustra a prevenção de Deus contra a soberba dos seres humanos de acharem que é exclusivamente por sua força e inteligência que são vitoriosos.
Juízes 7.2: O Senhor para Gideão na batalha contra os midianitas:
“O povo que está contigo é numeroso demais para que Eu entregue Midiã nas suas mãos. A fim de que Israel não caia em soberba e venha orgulhar-se em detrimento à minha pessoa, alardeando que a sua própria força o livrou.
5ª. RESPONSABILIDADE
- Por outro, não podemos usar nossa condição de vasos de barro para justificar fraquezas, e dizer: ‘Sou humano e de barro”.
2Timóteo 2.20-21: Numa grande casa há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos. Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra.
- Mesmo sendo de barro, podemos e devemos ser o melhor vaso que pudermos ser.
- Vasos de honra e não desonra; vasos santos e não profanos, uteis e não imprestáveis.
- Preparado para toda boa obra, tudo que é bom.
Revisão:
Os vasos de barro nos ensinam:
1. Humildade
2. Dependência
3. Misericórdia
4. Reconhecimento
5. Responsabilidade