
TUDO EM COMUM
“Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orando pediu que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra.”
Tiago 5.17
O título pode sugerir o ambiente da igreja primitiva, mas não é esse o foco da reflexão. Quero chamar sua atenção para Elias, o grande profeta, cuja humanidade foi revelada na expressão: “sujeito às mesmas paixões”. No livro de Atos, após Paulo e Barnabé realizarem um milagre, o povo, tomado de espanto, exclamou: “Os deuses em forma de homens desceram até nós!”, chamando Barnabé de Zeus e Paulo de Hermes. Imediatamente, Paulo respondeu: “Nós também somos seres humanos, sujeitos às mesmas fragilidades que vocês” (Atos 14:15). Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos a mesma verdade essencial: somos todos humanos, frágeis, limitados, vulneráveis às mesmas emoções, pressões e lutas. Mas, do ponto de vista espiritual e do agir de Deus, isso não é um impedimento. Ao contrário, Deus se manifesta por meio de homens e mulheres assim — como eu e você. O poder de fazer cessar e voltar a chover estava em Elias, assim como o poder de fazer um coxo de nascença andar se manifestou através de Paulo e Barnabé. A pergunta que fica é: você crê que, mesmo sendo sujeito às mesmas fragilidades, Deus pode responder com milagres por meio da sua oração? O teólogo D.A. Carson comenta: “A expressão ‘sujeitos às mesmas paixões’ é um lembrete poderoso de que Deus opera através de pessoas ordinárias. A oração eficaz de Elias não provém de sua natureza especial, mas de sua fé e obediência.” O roteiro está traçado: crer, depender e obedecer — e então veremos o céu se abrir em resposta. Concluo com as palavras inspiradoras de Max Lucado: “Deus usa homens e mulheres comuns para realizar coisas extraordinárias — não por causa de sua força, mas apesar de sua fraqueza.” Amém.
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ELP
