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Sementeira Homilética baseada no livro:
MIQUÉIAS

MAIS QUE TRINTA MOEDAS

"Seus juízes julgam por suborno, seus sacerdotes ensinam por pagamento e seus profetas adivinham por dinheiro. E ainda se apoiam no Senhor, dizendo: 'O Senhor está no meio de nós. Nenhum mal nos sobrevirá!'"

Miqueias 3.11

 

A liderança de uma nação reflete sua imagem no que diz respeito à justiça, à moral, à vida religiosa e ao trato com as coisas de Deus. Essa é a leitura que se faz a partir do livro de Miqueias, que denuncia a elite da nação e expõe o seu pecado. O profeta revela que o amor ao dinheiro dominou a todos: juízes, sacerdotes e profetas. Convenhamos: pecar já é algo grave, mas transmitir falsa segurança espiritual, garantindo que Deus está no meio deles e afirmando que nenhum mal lhes sobrevirá, é algo ainda mais repugnante. Até quando os homens continuarão fingindo? Até quando tentarão envolver Deus em suas negociatas para escapar do seu juízo? O profeta Isaías, contemporâneo de Miqueias, oferece a resposta ao declarar que Deus rejeita mãos manchadas de injustiça, orações vazias e culto sem arrependimento. Nesse mesmo espírito, John Calvin afirma que, quando governantes, pastores e mestres se corrompem ao mesmo tempo, o juízo de Deus se torna inevitável, e A. W. Tozer lembra que a decadência da igreja sempre começa na liderança, nunca nos bancos, pois a corrupção não nasce na base, mas no topo. O amor ao dinheiro sempre foi concorrente do amor genuíno e puro a Deus, e a denúncia do profeta permanece atual em todos os seus aspectos, condenando a venda da sentença, o ensino por interesse e a “revelação” remunerada. No Antigo Testamento, Deus foi colocado fora da nação; no Novo Testamento, em Laodiceia, Cristo foi colocado fora da igreja. Senhor, tem misericórdia do teu povo. Amém.


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ELP

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