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Sementeira Homilética baseada no livro:
MATEUS

O PROPÓSITO DO VÉU

E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as rochas.

Mateus 27.51

 

Meditar sobre o véu — especialmente o véu do templo — é algo teologicamente profundo e significativo. O véu do templo tem seu antecedente no Tabernáculo, embora em proporções muito menores. No templo, esse véu possuía cerca de vinte metros de altura por dez metros de largura, com espessura aproximada de quinze centímetros, ricamente tecido com cordões de várias cores. Na nossa cultura, porém, o véu costuma ser algo pequeno, fino, muitas vezes transparente e frágil. Esqueça esse paralelismo moderno. Biblicamente, o véu não era decorativo; ele representava separação. Separava ambientes no templo e delimitava o acesso à presença de Deus. Na crucificação, esse véu foi rasgado, liberando acesso à sua presença. A vontade de Deus em conceder acesso à Sua presença é tão intensa que o mesmo poder que rasgou o véu foi capaz de fender as rochas dos sepulcros. O véu, cujo propósito inicial era separar e restringir o acesso — já que somente o sumo sacerdote podia entrar uma vez ao ano — perde completamente sua função na cruz. João Calvino afirma que o rasgar do véu significa que a antiga economia cerimonial chegou ao fim e que Deus removeu a barreira que Ele mesmo havia instituído. Aquilo que antes delimitava o acesso agora proclama liberdade. Você tem aproveitado o privilégio do acesso aberto à presença de Deus pelo rasgar do véu? O que poderia ser visto apenas como um elemento do templo tornou-se o sinal definitivo da mudança de dispensação, na qual todos somos sacerdotes diante de Deus. Rasgar de alto abaixo significa que foi Deus quem rasgou e não o homem. O véu não foi aberto, foi rasgado. Deus não deixou espaço para remendos, porque Ele não reforma o antigo sistema — Ele o encerra. Senhor, que eu valorize o acesso aberto à Tua presença, conquistado pelo rasgar do véu. Amém.


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ELP

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