
MUTUAMENTE INCLUSIVOS
"Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”.
Mateus 22.29
Jesus fala à elite religiosa judaica coisas que eles jamais haviam ouvido. Ele vai direto à raiz do problema ao declarar a fonte do erro espiritual: não conhecer as Escrituras nem o poder de Deus. Moisés conhecia bem ambas as dimensões, mas os religiosos dos dias de Jesus, embora zelosos pela lei e pela tradição oral, tinham grande dificuldade em ir além da letra. Hoje, muitos repetem o mesmo erro ao tentar abolir ou dispensar o sobrenatural do Espírito em nome da suficiência do texto bíblico. Mas a Palavra não invalida a própria Palavra. Ela não substitui as capacitações do Espírito; pelo contrário, confirma sua necessidade na vida da igreja.
John Stott declarou: “A Igreja precisa do fogo do Espírito para não se tornar uma instituição fria, mas precisa da Palavra para não se tornar uma chama fora de controle.” A verdade bíblica corre em dois trilhos como uma locomotiva: um não substitui nem anula o outro. A igreja só será saudável quando valorizar tanto o texto que instrui quanto o poder que vivifica. Palavra e poder não competem, mas se completam. E você, é membro de uma igreja saudável? Consegue identificar esses dois trilhos em operação? Erros mais comuns: (1) Exagerar no texto sem o Espírito – a Palavra é tratada apenas como teoria, sem espaço para o mover de Deus, o que gera frieza, formalismo e igrejas corretas na doutrina, mas sem vida e poder. (2) Exagerar no poder sem o texto – experiências espirituais desconectadas da Palavra abrem portas para misticismo e abusos, resultando em igrejas emocionais, porém instáveis e sem raiz. Concluo com as palavras de John Piper: “O Espírito nunca contradiz a Palavra, e a Palavra nunca limita o Espírito. Juntos, eles glorificam a Cristo.” Senhor que a igreja de Antioquia (Atos 13.1-2) seja o modelo para a igreja de hoje em palavra e poder. Amém.
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ELP
