
ENTRE BLASFÊMIA E ADMOESTAÇÕES
“Este não expulsa os demônios senão por Belzebu... o espírito imundo anda por lugares áridos... e, voltando, encontra a casa desocupada, varrida e adornada... e leva consigo sete espíritos piores ... assim será com esta geração.”
Mateus 12.24, 43–45
Não é preciso ler o livro de São Cipriano para compreender o que o inimigo demanda para operar o mal e os meandros do seu agir. O Senhor Jesus Cristo é acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu — uma acusação blasfema, pois aquilo que era feito pelo poder de Deus foi atribuído ao mal, revelando a essência do pecado sem perdão. Em síntese, o texto mostra que o espírito maligno pode habitar no homem, precisa ser expulso, pode tentar voltar, encontra espaço na vida vazia e pode retornar com sete espíritos piores. A advertência é profunda: aquela geração estava sendo exposta e confrontada pela Palavra e pela manifestação do Reino, mas rejeitava a habitação de Deus. Como afirma Charles Spurgeon: “Uma casa varrida, mas não ocupada por Cristo, está pronta para um hóspede pior.” Os discursos duros de Jesus Cristo — como o ensino sobre demonologia em Mateus 12, o discurso do pão da vida em João 6 e os “ais de vós” em Mateus 23 — não são isolados, mas convergem para um mesmo propósito: confrontar o sistema religioso judaico estabelecido, que havia se tornado um aparato externo sem verdadeira submissão a Deus. Aqui está a seriedade de libertar alguém que não deseja Jesus, que não quer encher a casa. Você já viu isso acontecer: libertação sem habitação divina? No reino maligno não há divisão, e o retorno pode tornar a condição do homem ainda pior. Senhor, agradecemos pela fidelidade da tua habitação em nós e por nos guardares do maligno. Amém.
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ELP
