
AS PEDRAS NÃO CLAMARAM
“Vocês estão vendo tudo isto? Em verdade lhes digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.”
Mateus 24.2
Há cerca de 40 profecias contra as nações pagãs, indicando que Deus é Senhor sobre todas as nações da terra. Deus usar seus profetas para anunciar juízo contra outros povos é uma coisa; mas profetizar contra o seu próprio povo é algo bem diferente. Quando a corrupção espiritual se instala, quando a religião permanece sem a presença e quando a confiança é colocada no templo, e não em Deus, torna-se necessária a exortação profética como corretivo. “Farei a esta casa, que se chama pelo meu nome, na qual vocês confiam, e a este lugar que dei a vocês e a seus pais, o mesmo que fiz a Siló.” — Jeremias 7:14. E Deus, de fato, cumpriu essa palavra, pois o Salmo 78:60 declara: “Abandonou o tabernáculo de Siló, a tenda onde habitava entre os homens.” O replay profético torna-se evidente: cerca de 630 anos depois, o povo de Deus permanecia na mesma condição, preso à religiosidade, apegado às estruturas físicas e depositando nelas a sua confiança. Dessa vez, o próprio Jesus Cristo declara o juízo: “não ficará pedra sobre pedra”. E assim se cumpriu no ano 70 d.C., quando os romanos destruíram completamente o templo. Nesse contexto, R. C. Sproul afirma: “A destruição do templo foi o juízo histórico mais dramático contra a falsa religião — um lembrete de que Deus exige verdade, não aparência.” Isso nos leva a uma reflexão inevitável: você conhece alguém que confia no que é aparente, material e visível, mas rejeita a essência? Aquilo que, um dia, foi o centro da presença de Deus, tornou-se, infelizmente, palco de religiosidade vazia. Concluo com as palavras de D. L. Moody: “Não é a grandiosidade de um edifício que garante a presença de Deus, mas a humildade de um povo que o busca.” Senhor, livra-nos do cerimonialismo e do ritualismo vazios, que esvaziam a comunhão e afastam a tua presença. Amém.
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ELP
