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Sementeira Homilética baseada no livro:
MARCOS

MANOBRA E REPREENSÃO APOSTÓLICAS

 “Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e lhes disse: — Deixem que as crianças venham a mim, não as impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus”.

Marcos 10.14

 

Famoso é o texto em que Jesus declara: “Deixem que as crianças venham a mim.” Embora essa passagem revele o amor do Mestre pelos pequeninos, o enfoque aqui não está nesse amor, mas na atitude dos discípulos em tentar barrar a aproximação das crianças. À medida que o ministério de Jesus crescia, eles se viam como filtros, quase como assessores apostólicos que determinavam quem poderia ou não ter acesso ao Mestre. Vemos isso em várias situações: (1) quando impediram as crianças de se aproximarem (Marcos 10.13–14), (2) quando quiseram despachar a mulher siro-fenícia (Mateus 15.23). Em todas as ocasiões, Jesus os repreendeu, porque sua missão jamais poderia ser controlada por critérios humanos. John MacArthur comenta: “Os apóstolos precisavam ser confrontados em suas falhas. As repreensões de Jesus moldaram seus corações para que se tornassem colunas da igreja.” De fato, essa atitude de proteção dos discípulos, ainda que bem-intencionada, era também uma tentativa de usurpar o poder de decisão de Jesus. Algo parecido se vê em muitas igrejas hoje, onde, ao redor do pastor, forma-se uma hierarquia que funciona como barreira, filtrando quem pode ou não chegar até ele. Quem nunca quis falar com seu líder espiritual e teve de passar por vários intermediários antes de ter acesso direto a ele? Agostinho escreveu: “Quando Cristo repreendia os discípulos, era para curar, não para ferir; corrigia para edificar, não para destruir.” Obrigado Senhor porque o véu se rasgou de cima a baixo e ninguém pode me impedir de ter acesso a ti em todo tempo. Amém.

 

 

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ELP

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