
O PRAZO É MUITO CURTO
“E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; e, se der fruto, ficará; e, se não, depois a mandarás cortar.”
Lucas 13.8-9
O texto faz menção de três anos, exatamente o tempo de ministério de Jesus e, ainda assim, a figueira continua sem fruto. Na intercessão feita, foi concedido mais um ano. Ao nos aproximarmos do fim deste ano, pela graça do Senhor, podemos fazer a mesma pergunta: temos muitas folhas ou muito fruto? Continuamos debaixo do apelo da misericórdia por mais um ano, para apresentarmos frutos ao Senhor? João Calvino enfatiza que o texto ensina o limite da paciência de Deus ao afirmar que, quando a longanimidade divina é abusada, ela se transforma em testemunha contra o pecador, pois a graça prolongada aumenta a responsabilidade, não a reduz. Um novo ano pode representar um novo começo, o início de um novo tempo, em que os traumas e as dificuldades do ano anterior são deixados para trás. A figueira, como símbolo de Israel, está sob juízo divino, mas também debaixo do cuidado de Deus. Da mesma forma, a igreja não pode ser negligente com as oportunidades concedidas pelo Senhor. As lições são claras: 1. Mais tempo concedido — o novo ano é prazo estendido pela graça, não reinício automático; 2. Expectativa divina permanece — Deus continua procurando fruto, apesar da mudança do calendário; 3. Cuidado antes do juízo — Deus cava e aduba primeiro, e o trato precede qualquer sentença; 4. O fruto ainda é exigido — depois do cuidado, a resposta é esperada e o critério permanece. Diante disso, é inevitável a pergunta: como você está terminando o ano em termos de frutos? João Crisóstomo acrescenta que o Senhor não corta sem antes trabalhar, investindo mais onde não há fruto para que ninguém alegue falta de cuidado. Assim, compreendemos que o problema nunca é negligência divina, mas resistência humana. Senhor, somente com a Tua presença bendita conseguiremos sair da esterilidade. Ajuda-nos! Amém.
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ELP
