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Sementeira Homilética baseada no livro:
LUCAS

O EVANGELISMO DA TORRE

“Ou cuidais vós que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros...antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”

Lucas 13.4–5

 

Siloé, nos dias de Jesus, foi marcado por milagre e tragédia, algo que se assemelha à vida de todos nós, pois vivemos entre milagres e tragédias. Naquele tempo, as pessoas eram verdadeiros jornais vivos, e as notícias circulavam de boca em boca. A tragédia da torre de Siloé rapidamente se tornou o assunto do dia, comentado pela multidão. Muitos narravam a tragédia, mas exibiam um ar velado de superioridade moral. A morte repentina dos dezoito era lida como indício de culpa, e a comparação surgia quase automaticamente: “isso não nos aconteceu; logo, estamos em melhor condição diante de Deus”. Será que conseguimos perceber essa mesma atitude nos dias de hoje? A notícia tornava-se, então, instrumento de autoexaltação espiritual. Jesus confronta em Lucas 13:4–5, ao mostrar que a tragédia não autoriza ninguém a subir num púlpito moral; pelo contrário, ela nivela todos no chão da fragilidade humana. Ele rejeita a semente da teologia da retribuição imediata. Assim, a pergunta já não é “por que eles?”, mas “e vocês?”. Essa mesma atitude reaparece de forma clara em João 8, no episódio da mulher surpreendida em adultério, o pecado é exposto para afirmar a superioridade moral dos que a cercam. Jesus, porém, não perde tempo com longos debates legais; com uma única sentença, Ele desloca o eixo do julgamento coletivo para o exame individual: “Quem dentre vós estiver sem pecado…”. O tribunal popular se desfaz, e Jesus pratica um evangelismo direto, cirúrgico e imediato. De modo semelhante, Ele declara: “Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”. Concluo com Matthew Henry: “A torre não caiu para revelar quem era pior, mas para revelar quão frágeis todos somos.” Obrigado, Senhor, por tua misericórdia e graça. Amém.



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ELP

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