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Sementeira Homilética baseada no livro:
LUCAS

GERAÇÃO PERDIDA

“São semelhantes a meninos sentados na praça, que clamam uns aos outros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; cantamos lamentações, e não chorastes.”

Lucas 7.32

 

Quando falamos em geração perdida, inevitavelmente nos lembramos da geração que saiu do Egito. Mesmo depois de presenciar os feitos portentosos de Deus, tomou o caminho da murmuração, da desobediência e da impaciência, sem discernir os caminhos do Senhor nem compreender a maneira como Ele trabalhava para conduzir o seu povo à herança da promessa. Muitos anos depois, encontramos aqui uma geração tipicamente religiosa. Um verdadeiro muro foi erguido ao redor da lei, não para proteção, mas para o endurecimento do coração. Charles Spurgeon declara: “Se o ministério é solene demais, eles não o suportam; se é alegre demais, também não o aceitam. Nada lhes agrada.” Percebe-se, assim, o perigo da religiosidade na vida de muitos que, embora bem-intencionados, rejeitavam a Jesus. E é importante destacar: religiosidade não é exclusividade do judaísmo; ela também se manifesta dentro das igrejas, muitas vezes revestida de legalismo e de uma ortodoxia sem vida. João Calvino acrescenta: “Eles são tão perversos que, seja qual for o método de Deus, encontram motivo para rejeitá-lo.” A palavra de Jesus é uma exortação forte — até humilhante — para aqueles homens. Ele usa o termo grego παιδίον (paidíon), referindo-se a crianças em idade de brincar, dependentes, imaturas. O quadro é claro: dois grupos estão presentes — um ativo, que propõe a brincadeira, e outro completamente inerte, incapaz de reagir. Nada os move: nem a alegria os atrai, nem o lamento os comove. A indiferença e a frieza dominam. Senhor, o antônimo do amor não é o ódio, mas a indiferença. Pai, não permitas que a nossa geração se perca, tornando-se fria e insensível à tua voz. Cremos que somos a geração que aguarda o arrebatamento e a volta iminente do Senhor. Amém.



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ELP

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