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Sementeira Homilética baseada no livro:
LUCAS

A LÓGICA DA SALVAÇÃO

“Respondendo Jesus, disse-lhes: Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.”

Lucas 5.31–32

 

A redefinição do que significava salvação — sua essência, princípios e conceito — foi trabalhada por Jesus de forma magistral. No judaísmo do tempo de Jesus, a salvação estava ligada a pertencer ao povo da aliança, à descendência de Abraão e à observância da Lei. A fidelidade à Torá e a separação dos pecadores eram vistas como sinais de justiça diante de Deus. A proposta de Jesus, porém, era bem diferente. A salvação não está baseada na descendência de Abraão nem apenas na observância da Lei, mas na graça de Deus que busca o pecador. Devemos entender que Jesus usa uma lógica espiritual muito clara: somente quem reconhece sua doença espiritual busca cura. Agostinho de Hipona declara: “O médico veio para curar os doentes; aquele que nega sua enfermidade rejeita também o remédio.” Como você se sente diante do Médico dos médicos? Você sente necessidade de cura da alma, aquela que nenhum bálsamo natural pode curar? Nas palavras de Jesus não existe automessianismo: eu não posso me salvar; preciso ser salvo por Ele. Embora muitos criem suas próprias receitas, modelos e religiões particulares, nada disso tem valor ou poder para salvar. O exemplo clássico do modelo de Jesus é Zaqueu: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10). João Wesley, ao comentar Zaqueu, acrescenta: “Um pequeno esforço para ver Cristo pode abrir caminho para uma grande obra da graça.” Senhor, ensina-nos o caminho da humildade e da sobriedade quanto ao nosso estado de perdição, para que não percamos a visita do Santo Médico. Amém.

 

 

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ELP

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