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Sementeira Homilética baseada no livro:
JUÍZES

PROVANDO E PROVADO

Disse ainda Gideão a Deus: “Não se acenda a tua ira contra mim. Deixa-me fazer só mais um pedido. Permite-me fazer mais um teste com a lã. Desta vez faze ficar seca a lã e o chão coberto de orvalho”.

Juízes 6.39

 

Gideão colocou Deus à prova para comprovar seu chamado, mas não entendeu que quem estava sendo provado era ele mesmo, em sua capacidade de obedecer ao que Deus já havia dito. Deus já havia afirmado no verso 14: “Vá libertar Israel.” Por incrível que pareça, quando o homem fala, acreditamos; quando Deus fala, queremos confirmação, como se Sua Palavra não fosse definitiva. Lloyd-Jones declara: “Não peça sinais quando já possui a Palavra; pedir prova onde Deus já declarou Sua vontade é duvidar do caráter de Deus.” Quem precisa de sinais para crer nunca estará satisfeito; quem crê primeiro verá os sinais depois. A fé cristã proíbe que sejamos guiados por vista, com o propósito de elevar o valor da fé, porque é isso que mais agrada a Deus. Você tem o costume de pedir prova a Deus ou sinais confirmatórios sobre o que Ele já falou? Israel colocou Deus à prova repetidas vezes no deserto através de murmurações, reclamações e exigências por sinais, mesmo após testemunhar milagres poderosos como o mar aberto, o maná e a coluna de fogo. Já os fariseus e saduceus exigiram um sinal do céu como condição para crer em Jesus, mas seu pedido não era fruto de busca sincera — era motivado por incredulidade e resistência. Deus não foge da prova se queremos prová-lo, mas colocar impedimentos para cumprir Sua vontade é imaturidade. Concluo com Dietrich Bonhoeffer, que diz: “Somente aqueles que obedecem creem; somente aqueles que creem obedecem.” Senhor, dá-nos graça para confiar inteiramente no que dizes, sem dúvidas, sem confirmação ou prova, para que a nossa fé seja refinada. Amém.


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ELP

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