
OS LIMITES DE MIGUEL
“Contudo, nem mesmo o Arcanjo Miguel, quando entrou em conflito com o diabo e discutia a respeito do corpo de Moisés... Pelo contrário, disse: ‘O Senhor repreenda você’!”
Judas 1.9
Judas, irmão do Senhor, está muito bem informado sobre as tradições judaicas no tocante a Moisés, à sua morte e ao destino de seu corpo após a morte. O texto abre uma janela que expõe as relações relativas ao exercício de autoridade no reino espiritual. A epístola, de apenas um capítulo, apresenta uma verdadeira colcha de retalhos, tratando de diversos temas, como perseverança, apostasia, juízo e batalha espiritual. Você já viveu um momento de batalha espiritual em que precisou repreender o inimigo? Miguel não pôde repreender o diabo porque não tinha autoridade judicial para isso. John Owen declara: “O apelo de Miguel ao Senhor demonstra que até os anjos mais elevados não exercem autoridade sem comissão.” Embora seja um arcanjo, ele reconhece que Satanás é um ser angelical caído e que anjos não exercem juízo final uns sobre os outros. O texto revela a guerra entre Miguel e o diabo acerca do corpo de Moisés, algo que jamais saberíamos se não fosse essa pequenina epístola. Miguel, o arcanjo, não tinha exousia para repreender o diabo; por isso disse: “O Senhor te repreenda.” Anjo não pode repreender anjo nem pregar o evangelho. Veja o quanto Jesus fez por nós: “Eu dei autoridade a vocês sobre serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo.” Graças a Jesus, não preciso dizer: “O Senhor te repreenda”; eu digo: eu te repreendo, Satanás, porque Ele me deu autoridade. Dietrich Bonhoeffer acrescenta: “O discípulo age com autoridade porque age sob o chamado e o comando de Jesus.” Obrigado, Senhor, porque, além de recebermos toda armadura de Deus, recebemos também autoridade do Senhor para repreender o inimigo. Amém.
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ELP
