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Sementeira Homilética baseada no livro:
JONAS

JONAS – PERSONA NON GRATA

E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; cessou o mar da sua fúria.

Jonas 1.15

 

Aparentemente, um grande barco, no pensamento de Jonas, seria um ótimo meio de fuga da presença de Deus. Jonas era um homem de comunhão com o Senhor e, pessoalmente, um evangelista de excepcional capacidade, pois Deus o enviou para ganhar, sozinho, a grande cidade de Nínive. Para comparação, no século VIII a.C., cidades importantes como Jerusalém tinham em torno de 30 a 40 mil habitantes, mas Nínive contava com mais de 120 mil pessoas, e a tarefa de convencê-la de seu pecado foi colocada sobre um único homem: Jonas. Nínive era gigante para a época! Quando Deus deseja um homem e não abre mão dele, vai até às últimas consequências; assim, em um barco cheio de pagãos, Deus se revela por causa de um profeta fugitivo, tornando-o persona non grata. Você já pensou em fugir de Deus, de Seus propósitos e planos? John MacArthur declara: “A fuga de Jonas revela o coração humano que resiste à graça de Deus para com os outros, mas não consegue viver sem essa mesma graça para si.” O missionário entrou no barco como um passageiro comum, mas, com o passar do tempo, veio o conhecimento de quem era, mesmo com o orgulho de ser profeta do Deus Altíssimo — “Sou hebreu e adoro ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra seca” (v.9) — Jonas se tornou símbolo do homem em fuga. Devemos lembrar, no entanto, que o centro da história é Deus, perseguindo em amor e soberania. Há aqui um tremendo contraste com Jesus: no Novo Testamento, Ele também dormiu em um barco durante a tempestade (Mc 4.38), mas no caso dEle era paz confiante em Deus, rumo ao gadareno endemoniado; já no caso de Jonas, era fuga e descuido com milhares de almas. Senhor, que entendamos que na fuga há perdas enormes, mas em Jonas a tua graça venceu com arrependimento coletivo. Amém.



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ELP

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