
DEUS SABATINADO
“Por que prospera o caminho dos ímpios? Por que vivem em paz todos os que procedem perfidamente?”
Jeremias 12.1
A relação entre Criador e criatura é apresentada na Bíblia de forma muito intensa, deixando claro que não há problema em questionar, duvidar ou até mesmo expressar frustrações pessoais diante do Senhor. A Escritura nos mostra que Deus não se ofende com perguntas sinceras feitas em espírito de fé. Para compreendermos melhor esse tema, observemos três passagens bíblicas: 1. “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?” (Livro dos Salmos 13:1); 2. “Ah, meu senhor, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E onde estão todas as suas maravilhas…?” (Livro dos Juízes 6:13); 3. “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (Livro de Habacuque 1:2); Esses textos revelam que homens de Deus, em diferentes momentos da história, levaram suas angústias diretamente ao Senhor. Nesse sentido, C. S. Lewis declara: “Deus não é ofendido pelas perguntas sinceras do sofredor. O que o entristece é o silêncio frio de quem deixou de esperar.” A fé bíblica não é um silêncio cego, mas um diálogo sincero com Deus, que muitas vezes se manifesta como um clamor nascido da dor e da aparente contradição entre a promessa divina e a realidade vivida. Quantas vezes, em situações difíceis, você já levantou os olhos para o céu e questionou? Quantas vezes já “sabatinou” Deus em oração, buscando respostas para suas aflições? O próprio Lewis acrescenta: “A dor nos força a falar com Deus com uma honestidade que a prosperidade raramente produz.” Falar com Deus com temor, reverência e sinceridade agrada ao Senhor; contudo, falar sem submissão pode se transformar em afronta. Há uma diferença profunda entre perguntar com humildade e confrontar com arrogância. Concluo com esta oração: Senhor, guarda os meus lábios para que nunca falem contra ti enquanto eu viver. Amém.
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ELP
