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Sementeira Homilética baseada no livro:
ISAÍAS

NATUREZA E GRAÇA

Não tenha medo, pois estou com você; não desanime, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; com minha vitoriosa mão direita o sustentarei.

Isaías 41.10

 

A natureza humana e a graça de Deus são como a luva na mão: uma precisa da outra. As promessas registradas no texto bíblico demonstram como a graça se ajusta às necessidades do homem. O medo, o desânimo e a fraqueza são reais em todos nós quando deixamos de esperar em Deus. Quanto tempo levamos para compreender essa realidade — de que precisamos daquilo que somente Deus pode nos oferecer? Nada, absolutamente nada, pode tomar o lugar d’Ele. Tomás de Aquino declara: “A graça é para a alma o que a luz é para os olhos: ela torna possível aquilo que antes era impossível.” Em linguagem simples, a natureza humana é o vaso; a graça é o conteúdo. Sem graça somos incompletos; com graça nos tornamos aquilo para o qual fomos criados. Podemos observar isso claramente quando um pecador experimenta uma conversão genuína — a transformação é visível. Você já testemunhou isso em alguém próximo? João Calvino acrescenta: “Tudo o que o homem possui vem de Deus; nada temos de nós mesmos senão o pecado.” Assim, a graça não apenas restaura, mas também reordena a natureza humana ao seu propósito original. A encarnação do Verbo é a expressão mais profunda dessa união entre natureza e graça. Jesus, ao se esvaziar, reteve apenas aquilo que não comprometia Sua natureza humana e Sua missão redentora. Por isso, Deus nos compreende perfeitamente quando erramos e carecemos do Seu perdão. As promessas divinas — como a do texto base — revelam que Ele se antecipa em suprir o que nos falta espiritualmente. Senhor, muito obrigado porque, no fim, tudo deságua nessa verdade eterna: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Amém.

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ELP

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