
CELEBRO O NATAL, E DAÍ...
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Isaías 9.6
Este texto pode ser muito bem considerado um belo resumo da encarnação de Jesus, com a descrição de Seus atributos pessoais. Em muitos arraiais evangélicos, o Natal não é celebrado em razão das seguintes objeções: (1) datação não bíblica; (2) possível origem pagã da data; (3) ausência de mandamento bíblico; (4) risco de tradições humanas; e (5) comercialização e secularização. Por outro lado, sabemos que não há, nas Escrituras, preocupação com o rigor exato da data, porque o mais importante é o evento, e não o calendário; afinal, a própria divisão do tempo em a.C. e d.C. veio com Ele. Existe, no entanto, um claro precedente bíblico de celebração: o nascimento de Cristo foi celebrado no próprio texto sagrado, quando anjos louvaram, pastores glorificaram a Deus e os magos adoraram com dádivas. Isso legitima a celebração do acontecimento, ainda que não considerando a data exata. A afirmação da encarnação por meio da celebração reforça a verdade central de que Ele veio em carne, o que preserva a fé cristã e nos guarda do espírito do anticristo, que nega que Cristo veio em carne (1 João 4:2–3). C. S. Lewis defendeu abertamente a celebração ao afirmar que “o Natal é a história de como o próprio Autor entrou na história”; para ele, negar a encarnação histórica enfraquece o cristianismo, enquanto celebrá-la fortalece a fé. Karl Barth declarou que “o Natal é a confirmação de que Deus decidiu não existir sem o homem”. O cristianismo, diferentemente das demais religiões, celebra tanto o nascimento quanto a morte de Jesus, na solene declaração de Sua superioridade salvífica e sacerdotal. Senhor Deus, obrigado, porque hoje posso celebrar a essência da nossa fé: sem o Verbo se fazer carne, o Calvário não seria possível. Celebro o Natal, e daí...Amém.
🙇♂🙇♂🙇♂
ELP
