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Sementeira Homilética baseada no livro:
GÊNESIS

PARALELAS DIVINAS

Então Agar invocou o nome do Senhor, que lhe havia falado, dizendo: — Tu és El-Roi (אֵל רֳאִי), o Deus que me vê. Pois disse: — Será que eu ainda vi, com vida, aquele que me vê?

Gênesis 16.13

 

Quando Deus decide honrar alguém — mesmo que essa pessoa seja rejeitada e marginalizada —, o resultado do Seu toque nos impressiona profundamente. Agar entra na história bíblica por concessão divina, sendo a primeira mulher estrangeira a ter uma experiência direta com Deus. Quando Ele age, transforma uma serva em matriarca de uma grande nação, dando-lhe uma experiência espiritual mais intensa do que a de sua senhora. Que coisa tremenda: Deus não faz acepção de pessoas. Na sua expressão de fé, Agar declara: “Tu és El-Roi, o Deus que me vê.” Não é uma definição que Deus dá de Si mesmo, nem uma revelação por profecia, mas uma declaração viva de fé pessoal. Sara não a vê, Sara a humilha, mas El-Roi a vê. A. W. Tozer comenta: “Quando Agar chamou o Senhor de ‘El-Roi’, ela confessou uma das verdades mais gloriosas da fé: Deus vê — e não apenas vê — Ele age com misericórdia.” Vemos Deus agindo em duas vias paralelas: em Sara, com o filho da promessa; e em Agar, por gerar um filho a Abraão. O próprio Deus disse: “Também do filho da serva farei uma grande nação, por ser ele teu descendente.” (Gênesis 21:13). A grandeza de Agar está em sua ligação com Abraão e na submissão a um costume da época, em que servas podiam gerar filhos para seus senhores. Beth Moore observa: “Agar foi a primeira mulher a nomear Deus. Não como ‘Senhor dos Exércitos’, mas como ‘Aquele que me vê’. Ele vê você também — mesmo no deserto mais profundo.” E você, como está se sentindo neste momento? Talvez como Agar: rejeitado, abandonado, vivendo em fuga. Concluo dizendo que os olhos do nosso Deus estão sobre todos nós — sobre os que acham que merecem e também sobre os discriminados e esquecidos — pois Ele ama agir em paralelas. Amém

 

 

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ELP

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