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Sementeira Homilética baseada no livro:
GÊNESIS

O DILEMA DA DECISÃO (2)

Ela insistia com José dia após dia, mas ele não lhe dava ouvidos, recusando deitar-se com ela ou estar perto dela. Então ela o pegou pela roupa e lhe disse: — Deite-se comigo. Mas ele deixou a roupa nas mãos dela, saiu e fugiu para fora.

Gênesis 39.10,12

 

Algumas notas explicativas nos ajudam a entender o contexto do dilema da decisão enfrentado por José. Ele possuía duas qualidades que despertavam atração na esposa de Potifar — e certamente ela não foi a única a se sentir atraída por sua juventude e beleza. O que tornava essa tentação um dilema tão sério é que seu futuro moral, espiritual e profético estava em jogo. Três fatores intensificavam a luta: (1) José era jovem, provavelmente entre 17 e pouco mais de 20 anos. Nessa fase da vida, os níveis de testosterona e o desejo sexual são naturalmente elevados; (2) ele era bonito e atraente, como o texto de Gênesis 39.6 destaca, o que ajuda a explicar o desejo da esposa de Potifar; (3) ele era alvo de assédio constante, pois, como diz Gênesis 39.10, “ela insistia com José dia após dia”, revelando uma pressão contínua e emocionalmente desgastante. Mas o que José perderia se não resistisse ao pecado? Se tivesse caído em adultério, poderia ter perdido: (1) a confiança de Deus, rompendo sua comunhão com o Senhor; (2) a integridade que o sustentaria na prisão e lhe daria forças nos anos seguintes, mesmo injustiçado; (3) o caminho até o palácio, pois a queda poderia desviar ou atrasar completamente o plano de Deus para sua exaltação; (4) o cumprimento das promessas divinas, comprometendo os sonhos que Deus lhe havia dado; e (5) a liberdade espiritual, tornando-se prisioneiro de uma cadeia demoníaca de prostituição e culpa. D.L. Moody declarou: “José manteve-se limpo num ambiente sujo. Ele disse ‘não’ ao prazer imediato para dizer ‘sim’ ao propósito eterno.” José tinha plena consciência de que estaria pecando, antes de tudo, contra Deus, e também contra o seu senhor, Potifar. Ele era um homem focado, e por isso teve forças para não se gratificar com o pecado. Você conhece alguém que não teve a coragem de fugir como José? Lembra-se dos resultados da queda? Concluo com as palavras de Martyn Lloyd-Jones: “A santidade não é ausência de desejo, mas domínio do desejo por amor a Deus.” Amém

 

 

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ELP

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