
O EVANGELHO NÃO PODE SER HÉTERO
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro;”
Gálatas 1.6–7a
Já nos dias da Igreja Primitiva iniciou-se a luta contra a pureza bíblica do evangelho de Cristo. Rapidamente surgiu um modelo de evangelho que Paulo de Tarso chama de outro (heteron), no qual a base da salvação é alterada; e, quando isso acontece, o evangelho deixa de ser o mesmo — torna-se heteron, não allo. Portanto, nem todo “outro” é igual: há o outro da mesma essência e há o outro que muda tudo. Para melhor compreensão: o evangelho de Cristo anuncia que Deus salva pela graça, que a salvação é recebida pela fé, que a obra de Cristo é plenamente suficiente e que o homem nada pode acrescentar, pois a justiça vem de Deus e não do esforço humano. Já o evangelho heteron judaizante, embora tenha aparência de evangelho autêntico, não o é, pois acrescenta à graça a circuncisão, tornando a obra de Cristo insuficiente por si só e transferindo ao homem parte da responsabilidade pela salvação. Como afirma John Stott: “Não há outro evangelho; há apenas uma perversão do único evangelho.” Você percebe agora o valor da sã doutrina bíblica, da tradição apostólica? O livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, é um segundo exemplo de evangelho heteron, pois introduz reencarnação, mérito progressivo e novas fontes de revelação, alterando assim a base da salvação. John Stott acrescenta: “A igreja vive pela verdade e morre pelo erro.” Concluo com a exortação petrina: “Como crianças recém-nascidas, desejem ardentemente o leite da palavra, não adulterado (ἄδολος – sem engano), para que, por meio dele, cresçam para a salvação.” (1 Pedro 2:2). Senhor, hoje tomo posse integralmente do teu evangelho, sem nenhuma mescla de erro ou acréscimo, porque creio na suficiência da tua Palavra. Amém.
🙇♂🙇♂🙇♂
ELP
