
O DILEMA DA DECISÃO (5)
Assim, não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver.
Filipenses 1.22–23
Paulo, o apóstolo, define com precisão o dilema da decisão ao afirmar: “não sei o que devo escolher.” Essa declaração paulina expõe claramente sua angústia espiritual e emocional diante da igreja em Filipos. É importante lembrar que Filipenses é uma das chamadas “cartas da prisão”, escrita por Paulo durante sua prisão domiciliar em Roma. Ele refletia entre dois desejos: o de partir e estar com Cristo, e o de continuar vivendo por causa dos irmãos que dele necessitavam. F. F. Bruce declara: “Paulo não está desesperado, mas dividido entre dois amores: o amor por Cristo e o amor pela Igreja. Ambos são legítimos, mas um requer renúncia.” Entendo que o maior desejo do cristão é estar com Cristo. No entanto, ele vive com um único propósito: glorificar a Cristo na terra, enquanto Deus assim permitir. Você já se viu em uma situação espiritual na qual se sentia dividido, sem saber o que escolher? Paulo passou por isso. Suas experiências espirituais profundas, com visões constantes e arrebatamentos, davam às suas palavras um peso incomum, respaldadas por uma vida marcada pela íntima comunhão com o Senhor. N. T. Wright afirma: “Paulo nos mostra que, para o cristão, a morte não é uma tragédia, mas uma promoção. Ainda assim, ele está pronto a adiar essa ‘promoção’ por amor aos outros.” O dualismo entre estar com Cristo e servir às igrejas tornou-se um conflito interior constante. “Eu não sei o que escolher.” O céu é melhor, mas os irmãos precisam de mim. “Não sei o que escolher.” Concluo com as palavras de Gordon Fee: “Aqui temos o coração pastoral de Paulo: ele deseja estar com Cristo, mas está disposto a abrir mão desse desejo se isso significar edificação para a Igreja.” Amém
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ELP
