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Sementeira Homilética baseada no livro:
FILIPENSES

AGARRADO E AGARRANDO

“Não que eu já tenha recebido ou já tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”.

 Filipenses 3.12

 

O foco desta reflexão está na palavra “conquistar”, usada por alguns tradutores como uma espécie de eufemismo que acaba suavizando o peso do texto original. No grego, o verbo καταλάβω (katalabō) significa “eu agarre, eu apreenda, eu tome posse”, enquanto κατελήμφθην (katelēmphthēn) significa “fui agarrado, fui apreendido”. Assim, Paulo declara: “Quero agarrar aquilo para o qual também fui agarrado por Cristo Jesus.” A palavra “conquistar” realmente minimiza o que aconteceu no caminho de Damasco. Ali não houve um “encantamento” ou uma “vitória suave” de Cristo sobre Paulo, mas sim um ato soberano, irresistível e avassalador da graça de Deus. O que aconteceu não foi fruto da escolha de Paulo; contra a sua própria vontade, Jesus o agarrou e nunca mais o soltou. Russell Shedd explica: “O mesmo verbo usado duas vezes (‘apreender / ser apreendido’) mostra que Paulo não pensa em mérito humano. Ele foi dominado pela graça e, por isso, se esforça em responder. A vida cristã é sempre essa tensão: já fomos agarrados, mas ainda precisamos agarrar.” Não é à toa que Paulo escreve em Efésios 3:1: “Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus...” Em suma ele não foi conquistado foi agarrado por Cristo. Ele não o buscava; Cristo o buscou. Esse “agarrar” de Cristo pode ser descrito em quatro aspectos: (1) soberano – iniciativa divina; (2) repentino – um encontro inesperado; (3) irresistível – Paulo foi subjugado pela luz e pela voz; (4) transformador – dali em diante, nunca mais foi o mesmo. E você? Também se sente como prisioneiro do Senhor, alguém que foi tomado por Ele de forma irresistível? Senhor nos ajuda a corresponder em tudo o que fazes por nós, em perfeita demonstração de amor. Amém

 

 

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ELP

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