
INTERPRETAR É FOGO
“Porque o Senhor teu Deus é fogo consumidor, Deus zeloso.”
Deuteronômio 4.24
Uma das definições mais claras da Escritura afirma o que Deus é: fogo consumidor (Deuteronômio 4.24), verdade confirmada também no Novo Testamento em Hebreus 12.29. Para interpretar corretamente a Bíblia, é necessário compreender os diversos sentidos atribuídos ao fogo: 1. Presença, pois o fogo marca o lugar da manifestação real de Deus e onde Ele está o comum se torna santo (Êxodo 3.2; 13.21); 2. Santidade, porque Deus é separado, não negociável, e Sua presença exige reverência (Isaías 6.3–5); 3. Purificação, como o fogo do ourives que remove impurezas sem destruir o ouro (Malaquias 3.2–3); 4. Revelação, já que o fogo acompanha a voz de Deus, iluminando, confrontando e esclarecendo a verdade (Jeremias 23.29). O fogo também expressa 5. Aceitação, quando Deus aprova o culto ao fazer descer fogo sobre o altar (Levítico 9.24); 6. Capacitação, pois no Pentecostes o fogo cai sobre pessoas, concedendo poder, ousadia e missão (Atos 2.3–4; 1.8); e 7. Juízo, visto que o mesmo fogo que purifica também separa o mal persistente, protegendo a santidade e o amor (Apocalipse 20.9). Há ainda o 8. fogo estranho, que representa zelo sem obediência, um fogo que não vem do altar de Deus, mas da vontade humana (Levítico 10.1–3). Como declarou A. W. Tozer: “Deus não mudou: Ele continua sendo fogo consumidor. O problema moderno é tentar domesticar Deus, trocando santidade por conforto.” Diante disso, permanece a reflexão: você já experimentou a manifestação do fogo de Deus e a Sua capacitação? Concluo com oração: Senhor, usa o teu fogo da melhor forma em minha vida. Como fizeste com Isaías, queima-me e prepara-me. Eis-me aqui, envia-me a mim. Amém.
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ELP
