
“Ao redor do trono havia quatro seres viventes, cheios de olhos por diante e por detrás. O primeiro era semelhante a leão, o segundo a bezerro, o terceiro tinha rosto como de homem, e o quarto era semelhante a águia voando."
Apocalipse 4.6
Ao redor do trono de Deus há camadas e mais camadas de seres angelicais: querubins, serafins e os vinte e quatro anciãos, que representam as doze tribos de Israel e os doze apóstolos de Jesus. No entanto, as coisas começam a se tornar mais desafiadoras quando passamos a fazer perguntas ao texto — perguntas válidas, mas nem sempre respondidas. Quando o texto apresenta os seres viventes, surge uma aparente tensão: embora os outros seres também sejam viventes, pois nada morto permanece diante de Deus, por que apenas estes recebem esse título? E então surgem outras questões: quando os seres viventes foram criados? Foram criados antes do homem e das demais coisas? A primeira pergunta é mais simples; a segunda já se torna mais complexa. Eles representam toda a vida criada em seus quatro aspectos: o leão representa a vida selvagem; o boi, a vida de serviço; o homem, a vida racional; e a águia, a vida elevada. Em suma, são uma representação viva de toda a criação diante de Deus. Entenda: não é um adjetivo — é um título. A. W. Tozer declara: “A mais alta ocupação das criaturas não é agir, mas contemplar e adorar; nisso os seres viventes nos precedem.” Você já percebeu qual é o verdadeiro propósito da sua vida como ser vivo? O fato de um dos seres viventes ter rosto de homem sugere que fomos criados segundo um modelo que vive para adorar, sendo feitos à imagem de Deus. Assim, compreendo que os seres viventes não apenas adoram — eles vivem para adorar. A lógica aristotélica segue: se a premissa é verdadeira, a conclusão também o é. Senhor, obrigado porque, por essência, sou adorador. Ajuda-me a permanecer sempre diante de Ti, dia e noite. Amém.
🙇♂🙇♂🙇♂
ELP
