
"Esteja atento! Fortaleça o que resta e que estava para morrer, pois não achei suas obras perfeitas aos olhos do meu Deus."
Apocalipse 3.2
As cartas às igrejas da Ásia são, na verdade, mensagens dirigidas aos anjos das igrejas. As obras da igreja de Sardes representam as obras do anjo da igreja, mostrando que a interação entre eles é tão profunda que se torna difícil separá-los. Por curiosidade, alguém pode perguntar qual foi o critério da sequência das sete cartas e como justificar essa ordem. A resposta está no caminho típico de entrega de correspondências no Império Romano, obedecendo a uma lógica geográfica, pois as igrejas seguem uma rota circular natural, começando por Éfeso e avançando em sentido horário pelo interior da Ásia Menor. Nesse contexto, a exortação mais atual é: “Fortaleça o que resta e que estava para morrer.” Charles Spurgeon declara: “Uma igreja pode ser correta na doutrina e ainda assim estar fria no coração. A pior morte é aquela que mantém a forma da vida.” A carta à igreja de Sardes nos ensina que não basta frequentar, não basta conhecer, não basta trabalhar e não basta ter nome; é preciso ter vida espiritual real. Diante disso, surge uma pergunta pessoal e desafiadora: se você fosse o anjo da igreja, qual seria o conteúdo e a exortação da carta dirigida a você? Sardes demonstrava grande zelo pela doutrina, mas era fraca em devoção, tinha a mente cheia de teologia, mas o coração sem chama, conhecia as verdades sobre Cristo, mas não ardia por Ele; uma pessoa assim poderia, facilmente, ser membro daquela igreja. Perdas podem acontecer ao longo do caminho, mas o que resta deve ser fortalecido por causa das grandes e preciosas promessas do Senhor da igreja. Matthew Henry acrescenta: “Deus não apaga o pavio que fumega, antes o reacende.” Que esta seja também a nossa oração: Senhor, torna-me uma pessoa vigilante, e que, em minha experiência cristã, nunca desapareçam o zelo e o amor por Jesus, para que minha fé não seja apenas forma, mas vida. Amém.
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ELP
