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Sementeira Homilética baseada no livro:
2 CORÍNTIOS

SUPERAPÓSTOLOS – A IRONIA

SUPERAPÓSTOLOS – A IRONIA

 

“Tenho-me tornado insensato; a vós mesmos me obrigastes; pois eu devia ser louvado por vós; porque em nada fui inferior a esses tais superapóstolos, ainda que nada sou”.

2 Coríntios 12.11

 

A igreja primitiva era um misto “explosivo”: de um lado havia milagres, sinais, prodígios, ampla diversidade de dons espirituais e a implantação do Reino na terra; mas, concomitantemente, havia imoralidade, paganismo, sectarismo, contenda e uma inclinação ao clericalismo, quando o ofício espiritual de serviço se transformava em cargo de poder e domínio sobre a membresia da igreja. É nesse contexto que Paulo denuncia os superapóstolos. Ele não cita nomes, mas expressa dor por não ser reconhecido pelos cristãos de Corinto. Naquela primeira era, mais de doze apóstolos eram reconhecidos e nomeados; mais de vinte são mencionados como apóstolos, sem contar os anônimos. F. F. Bruce declara que os chamados “superapóstolos” representam a tentação constante da igreja: substituir o poder da cruz pelo prestígio do palco. Hoje, não parece ser diferente: o altar muitas vezes se torna palco, e o chamado ao serviço se converte em símbolo de poder. A ironia paulina denuncia um apostolado sem fruto, sem obras e sem o sobrenatural — superapóstolos sem superpoderes espirituais, mas viciados em política de bastidores, operando na barganha da ordenação e no lucro fácil. Que contraste vivia Corinto! Leonard Ravenhill acrescenta que púlpitos cheios de vaidade produzirão bancos vazios de poder, pois o mundo não precisa de superapóstolos, mas de super-homens de Deus — moldados pela oração. Que o Senhor conceda discernimento à sua igreja nesta última hora, para que o engano espiritual não encontre lugar em nossos corações. Amém.

 

 

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ELP

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