top of page

PRIMEIRA AOS CORÍNTIOS

(Informações, de domínio público, pesquisadas e selecionadas de muitas publicações, adaptadas e reorganizadas por Walmir Vieira)


Introdução 

          A chamada Primeira Epístola aos Coríntios, na verdade, não foi a primeira carta que Paulo escreveu à Igreja de Corinto, como será visto mais à frente. Esta epístola é cheia da preciosa sabedoria divina para as igrejas de todos os tempos, sempre atual e relevante quando interpretada respeitando-se o contexto da época em que foi escrita.

          As lições sobre unidade, centralidade da cruz, santidade, amor perfeito, dons espirituais, Ceia do Senhor e ressurreição de Cristo e dos salvos são esclarecedoras e fundamentais para a edificação do corpo de Cristo e para a vida de todo verdadeiro cristão.

          Paulo tomou conhecimento de uma série de problemas doutrinários, ético-morais, de desunião e de contendas que surgiram na Igreja de Corinto. Estas informações chegaram até ele por intermédio das seguintes fontes:

a) Uma carta escrita por alguns da “família de Cloé”, encaminhando uma série de questões doutrinárias e éticas que estavam causando polêmicas na igreja, para que Paulo as esclarecesse (1Co 1.11);

b) Na visita pessoal de Estéfanas, Fortunado e Acaico, a Paulo, em Éfeso, quando foram levar suprimentos da parte da Igreja ao Apóstolo (1Co 16.15-18).

          A Epístola busca ajudar na união da Igreja e responder às questões enviadas pela Igreja, oferecendo orientações práticas e doutrinárias para uma igreja em meio a uma cultura moralmente permissiva e uma sociedade predominantemente pagã (idólatra) e promíscua; por extensão, às igrejas de todos os tempos que vivem em circunstâncias semelhantes.

 

1. O AUTOR

a) Esta é uma das epístolas cuja autenticidade não foi questionada pelos críticos de qualquer escola, tamanha a quantidade e objetividade das evidências de sua origem paulina.

b) O apoio à autoria paulina é sustentado pelas fortes evidências do próprio texto e confirmada pelos principais Pais da Igreja mais antigos, dentre eles, Clemente de Roma, Policarpo e outros documentos do segundo século. A Carta, do início ao fim, mostra um documento escrito por Paulo (1Co 1.1).

c) O Apóstolo Paulo ficou conhecido como o apóstolo dos gentios; mesmo sendo judeu (Rm 11.1), era também cidadão romano (At 16.37,38) e conhecedor da cultura helenista (cultura grega).

d) Paulo falava várias línguas: o hebraico (At 22.1,2), o aramaico, o grego e o latim (língua romana).

e) Provavelmente recebeu a cidadania romana herdada de seu pai que, mesmo sendo judeu, teria prestado relevantes serviços à Roma e, por isso, recebera a cidadania. Essa condição foi evocada em dois momentos: ao ser açoitado em Filipos e ao ser julgado em Jerusalém, obrigando os oficiais romanos a recuarem a julgá-lo e atenderem seu pedido de ser julgado por Cesar, em Roma.

f) A cidadania romana de Paulo lhe garantia os seguintes direitos:

    - Não receber condenações sumárias sem um julgamento justo;

    - Não ser açoitado ou crucificado, em caso de condenação a uma pena capital, por um tribunal romano; podia ser decapitado, por ser uma morte mais rápida e menos dolorosa do que a da cruz;

    - Apelar para o julgamento do Imperador, em Roma, no caso de sentir-se injustiçado, com as garantias de chegar vivo até lá.

g) A radical fidelidade religiosa judaica e o rigor no cumprimento da Lei de Moisés fizeram dele um perseguidor dos seguidores de Cristo, pois acreditava estar fazendo a vontade de Deus (Gl 1.13,14).

h) Como coautor da Carta, Paulo colocou o irmão Sóstenes: “Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus), e o irmão Sóstenes” (1 Co1.1).

i) Sóstenes era o principal líder da Sinagoga de Éfeso. Provavelmente, substituiu a Crispo que, ao se converter ao Cristianismo, teve que deixar a direção da Sinagoga. Sóstenes também se converteu com a pregação de Paulo, quando estava em Corinto, e deixou a direção da Sinagoga. Talvez tenha se mudado para Éfeso, aproveitando para ajudar Paulo.

- De Éfeso, foi citado por Paulo como alguém que, com ele, escreveu a Epístola. Uma gentileza e honra dadas por Paulo a este ilustre irmão.

- Em Atos, é mencionada a perseguição sofrida por Sóstenes, obrigando-o a deixar a cidade de Corinto.

“Então todos os gregos agarraram Sóstenes, principal da sinagoga, e o feriram diante do tribunal” (At 18.17).

 

2. A DATA DA ESCRITA

          Durante seu ministério de três anos em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19), Paulo recebeu relatórios perturbadores quanto à tolerância com a imoralidade e outras questões doutrinárias erradas entre alguns membros da igreja de Corinto. Para tratar da situação, ele enviou uma carta à igreja, conforme relatada em 1Co 5.9-11. Esta Carta se perdeu e não consta no cânon bíblico.

          Paulo, então escreveu uma segunda Carta que conhecemos como a 1ª aos Coríntios. Depois enviou Timóteo (4.7 e 16.10) para ajudar e esclarecer eventuais pontos da Carta. Tudo indica que Paulo escreveu a chamada primeira Carta (mas que na verdade era a segunda) próximo ao fim do seu ministério em Éfeso (16.8), entre 54 e 57 d.C., depois de ter deixado a cidade de Corinto (At 20.31).

          A data provável, então, seria nos primeiros meses de 55 d.C. (antes do Dia de Pentecostes, conforme 1Co 16.8).

 

3. A CIDADE DE CORINTO

3.1. História

          Por volta de 1000 a.C., os gregos se estabeleceram no sopé (planície perto de uma montanha) da acrópole (elevação montanhosa) e lá fundaram a cidade, pondo-lhe o nome de um ídolo da mitologia grega, Corinto, descendente do ‘deus’ solar Hélio ou, em outras versões, filho de Zeus.

          No segundo século antes de Cristo, Corinto tentou resistir ao Império Romano quando este se tornou o poder controlador no mundo antigo, após o tempo da conquista de Alexandre, o Grande, e seus sucessores.

           O general romano Mummius Achaius comandou a destruição de Corinto, devastando-a em 146 a.C.

          Por cerca de 100 anos, a cidade de Corinto não operou como uma grande cidade movimentada, permanecendo praticamente desabitada até que Júlio César, o imperador romano, a reformou e refundou. Tornou-se uma cidade-colônia, a metrópole da província romana de Acaia.

3.2. Características geográficas

          A cidade de Corinto está localizada no istmo entre a Grécia continental e o Peloponeso (Acaia). Um istmo é uma faixa estreita e extensa de terra banhada por dois mares. Na parte mais estreita do istmo estava a região da cidade de Corinto. Ali, a distância, por terra, entre os dois mares era de um pouco mais de seis quilômetros. Os mares que banhavam Corinto eram o Mar Jônio, de um lado, e o Mar Egeu, do outro, lugar bastante estratégico no mundo antigo. Corinto ficava na encruzilhada entre o Oriente e o Ocidente.

          Para contornar o istmo Peloponeso (hoje, Istmo da Grécia), chegar ao outro lado e seguir viagem, os navios tinham que navegar cerca de 700 km. Ainda precisavam enfrentar os fortes ventos no encontro dos dois mares, no extremo sul do istmo. Muitos navios carregados não conseguiam e afundavam.

          Para encurtar a viagem, construíram dois portos, um de cada lado do Istmo de Corinto. Construíram uma estrada com pedras para transportar as cargas, de um navio para o outro, em carroças empurradas por animais ou por escravos.  Fizeram, ainda, um trilho reto afundado para nele correr uma roda com suporte para a carga, facilitando um pouco mais a transferência de pequenos barcos e mercadorias maiores e mais pesadas. A operação consistia em atracar os barcos no porto de um lado e levar as cargas para outro navio, que esperava no porto, do outro lado do istmo. Uma volta que duraria cerca de 15 a 20 dias, era feita em torno de algumas horas ou um dia.

          Por causa de sua privilegiada localização geográfica, a cidade de Corinto era uma parada obrigatória. Isso gerava intensa movimentação comercial, sem falar que se cobrava um pedágio pela travessia.

          Planos para construir o canal foram feitos ao longo da história, mas o custo elevadíssimo e a falta de tecnologia adequada impediam sua realização. Até o Imperador Nero tentou. Somente depois da invenção da dinamite, pelo Sueco Alfred Nobel, em 1867, foi possível pensar em fazer o canal, explodindo as duras montanhas de granito, para abrir caminho.          A obra foi iniciada em 1881 e inaugurada em 25 de outubro de 1893.

          Nobel morreu em 1896. Triste por ver sua invenção usada também em guerras, deixou toda sua fortuna em testamento para premiar pessoas cujas invenções e ações viessem a contribuir para o progresso da ciência e a paz mundial.

          O Canal de Corinto ainda existe. Ele tem 21 metros de largura, 6,4 quilômetros de extensão, oito metros de profundidade e um corredor rochoso, cuja altura, em alguns pontos, chega a 63 metros. Com o aumento do tamanho dos navios cargueiros, o canal é destinado hoje apenas a travessias de barcos menores e ao turismo.

3.3. Economia e população

          Corinto se tornou o maior e mais próspero centro no sul da Grécia. Nos tempos do NT, a cidade tinha um intenso comércio e era um entreposto de comércio internacional entre o Oriente e o Ocidente. A cerâmica e o bronze de Corinto foram largamente exportados pelo Mediterrâneo. A população de Corinto no tempo do NT era de mais de 400 mil habitantes (alguns falam em mais de 700 mil, dois terços deles eram escravos e trabalhadores livres).

          Por tudo relacionado acima, Corinto tonou-se a capital da província romana da Acaia.

3.4. Religiosidade e promiscuidade

          Corinto era uma cidade muito religiosa (pagã). Havia um grande templo erguido à Vênus ou Afrodite, a deusa do amor e da licenciosidade. Foi construído no Acro Corinto (área mais alta da cidade de Corinto, para ficar bem visível) um grande templo para ‘culto’ a essa deusa (ídolo). Nesse templo, eram empregadas cerca de mil prostitutas ‘cultuais’. Muitos homens perderam tudo o que tinham, “adorando Vênus”.

          Ali eram celebradas grandes festas, tidas como sagradas, com carnes sacrificadas a ídolos. A cidade era infame pela sua sensualidade e prostituição ‘sagrada’, tanto que o nome da cidade deu origem a verbos, como: “corintizar” ou “corintianizar”. Estes significavam praticar prostituição e imoralidade sexual.

          Infelizmente, em parte do povo de Israel, acontecia algo semelhante no culto a Baal, também um culto à fertilidade. No templo a Baal, a promiscuidade sexual era usada como uma forma de adoração, para exemplificar a fertilidade. O antigo Israel teve muita dificuldade em tirar Baal de sua mente em função do apelo sexual em suas práticas. No drama vivido pelo Profeta Oseias, foi-lhe ordenado casar com Gomer, que estava envolvida nas práticas de culto a Baal. Deus usou esse drama para ilustrar o que estava acontecendo com Israel na antiga Canaã.

          Como uma cidade romana, Corinto estava aberta à adoração de outros deuses e possuía um templo para cada deus pagão, como os seguintes:

a)  templo ao deus Apolo, suntuoso e bem localizado, simbolizava o poder da polis (cidade);

b) santuário de Asclépio, centro de cura, simbolizado por um cajado circundado por uma serpente (símbolo da medicina);

c)  templo de Octávia, dedicado ao culto imperial e à irmã do imperador Augusto;

d) santuário de Deméter e Perséfone, um complexo utilizado para rituais femininos e banquetes sagrados, construído em 540 a.C.;

e)  templo de Hera, para devoção dos navegantes que cruzavam o Istmo de Corinto; e

f)   outros pequenos templos de outros deuses.

3.5. Jogos de competição

          A cidade realizava os Jogos do Corinto a cada dois anos. Muito parecido com os jogos olímpicos conhecidos hoje. Paulo se refere a esses jogos em 1 Coríntios 9.24-27. Normalmente, os competidores eram soldados que iam a Corinto para competir pela glória nacional e pessoal.

          Na Grécia antiga existiam quatro cidades, que faziam parte do Ciclo Sagrado, responsáveis por promover os jogos chamados Pan-helênicos. São elas:

a)  Olímpia: Jogos Olímpicos, os mais prestigiados, em honra a Zeus. O nome moderno de Jogos Olímpicos vem desta cidade.

b) Delfos: Sede dos jogos Píticos (uma referência à serpente gigante Piton, derrotada por Apolo, segundo a mitologia grega), de quatro em quatro anos, que celebravam o deus Apolo e seu templo, com a ministração da sacerdotisa Pitonisa (profetiza e adivinhadora). O evento incluía, também, competições musicais e instrumentais;

c)  Corinto: Sede dos Jogos Ístmicos, de dois em dois anos, em honra ao deus Poseidon;

d)  Argos (Nemeia): sede dos jogos nemeus, dedicados a Zeus.

          Havia também os jogos em Atenas, chamados de Panateneias ou Panatenaicos. Eram realizados de quatro em quatro anos, em honra a deusa Atenas, numa arena inteiramente construída em mármore branco. Esses jogos eram os mais frequentados e ofereciam prêmios generosos. Em Atenas, havia também competições musicais e de poesias. 

          As competições esportivas nos jogos incluíam corridas de diversas distâncias, lutas de várias modalidades, corridas de bigas com cavalo, pentatlo (cinco modalidades esportivas seguidas) e outros.

          Hoje Corinto fica na Grécia, cerca de 80 km de Atenas.

 

4. A IGREJA DE CORINTO

4.1. Seu início

          Paulo chegou à cidade de Corinto entre 50 e 51 d.C. (At 18.1), vindo de Atenas. Hospedou-se na casa de Áquila e Priscila, casal de missionários que, junto com outros judeus, foram expulsos de Roma em 49 d.C., por ordem do imperador Cláudio (Atos 18.2), em função de distúrbios constantes entre judeus ortodoxos e judeus cristãos que, segundo o historiador romano Suetônio, desentendiam-se por causa de um certo Chrestus (possivelmente Jesus Cristo). 

          Paulo permaneceu por 18 meses em Corinto, trabalhando na oficina de Áquila e Priscila, fabricando tendas e pregando o Evangelho. Paulo começou anunciando aos judeus na Sinagoga, mas sofreu forte resistência, principalmente pela pregação de Jesus como Messias. Passou a anunciar aos gentios, na casa de Tício Justo, que ficava ao lado da Sinagoga (At 18.6,7).

          No início, a comunidade cristã de Corinto era formada de pobres e de pessoas sem muita instrução (1Co 1.26, 7.21 e 11.21,22), até que Crispo, chefe da Sinagoga, e depois Sóstenes, seu sucessor, se converteram à fé cristã (At 18.8,17), influenciando outros judeus.

          A maioria dos membros da sinagoga de Corinto era de judeus que foram expulsos de Roma pelo Imperador Cláudio. Era uma comunidade forte e influente, que resistiu à pregação messiânica de Paulo. Os anciãos da Sinagoga arrastaram Paulo para ser julgado em um tribunal romano. Gálio, procônsul na Acaia, se recusou a julgar o caso por entender que era uma questão judaica interna e Paulo saiu absolvido (At 18.15). No entanto, a convivência com a comunidade judaica continuou marcada por tensões e conflitos.

          Portanto, Paulo fundou a igreja em Corinto (At 18.1-8; 1Co 3.6,10). Os primeiros membros eram provenientes da comunidade judaica, mas a maioria dos cristãos tinha origem no círculo de pagãos simpatizantes com o monoteísmo.

4.2. As dificuldades na Igreja

          O espírito e a cultura da cidade se fizeram sentir na igreja e explicam o tipo de problemas que as pessoas enfrentavam. Corinto era uma igreja rica em dons, mas imatura espiritualmente (1.4-7; cf. 3.1-4).

          Paulo teve que tratar de diversos problemas que aconteciam na Igreja de Corinto. No item 6, tratarei, detalhadamente, de cada um desses problemas, mas podem ser classificados ou resumidos em dois grandes perigos que ameaçavam a unidade desta e de outras igrejas, no tempo do Novo Testamento:

a) O legalismo, isto é, a salvação também seria por meio da obediência a certos regulamentos e costumes da Lei Mosaica; e,

b) O antinomismo (anti = contra + nomus = lei), isto é, a salvação vem pela fé e não era necessário se sujeitar a alguma lei moral.

 

5. OS PROPÓSITOS DA CARTA

          A igreja de Corinto, em função de seu rápido crescimento, imaturidade e do resíduo cultural da cidade, logo começou a apresentar problemas sérios. Daí foi necessário que Paulo escrevesse, pelo que mostra o contexto, ao menos quatro cartas à comunidade cristã em Corinto, para corrigir, instruir e exortar os coríntios a viverem de acordo com o puro evangelho de Cisto. Guiado pelo Espírito Santo, Paulo usou a Epístola para:

l) Orientar e tratar dos problemas relatados por escrito pelos familiares de Cloé (1Co 1.11). Cloé era, provavelmente, um dos líderes da igreja. Paulo também respondeu a uma carta enviada pela própria igreja (mencionada em 1 Coríntios 7.1) e orientou quanto a problemas relatados por um grupo de irmãos que o visitaram em Éfeso, conforme mencionado acima e relacionados no item seis deste estudo.

ll) Responder algumas dúvidas a respeito dos assuntos tratados no item a seguir:

 

6. RESPOSTAS DOUTRINÁRIAS ÀS DÚVIDAS

          A Igreja de Corinto enviou a Paulo, por escrito, algumas questões sobre assuntos duvidosos. Além disso, uma comissão, em visita a Paulo em Éfeso, relatou uma série de problemas que estavam acontecendo na Igreja. Abaixo relaciono 13 problemas e assuntos tratados na Epístola pelo Apóstolo aos gentios:


1) Divisões e partidarismos 

          Um dos primeiros e mais preocupantes problemas tratados, logo no início da Epístola, foi a existência de partidarismos e divisões dentro da igreja. Um espírito sectário surgiu na igreja, alimentado pela preferência por alguns líderes, em função de aparente sabedoria superior ou tendência teológica, coincidente com a do grupo (1.10-4.21). Havia aqueles que se identificavam com Paulo, outros com Apolo, alguns com Cefas (Pedro) e outros mantinham sua dependência e submissão, acima de tudo, a Cristo.

1Coríntios 1.10:

Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa.

 

          Sobre essas divisões, Paulo argumenta, com veemência, que contrariam a própria essência do Evangelho, em que a Igreja é um só corpo em Cristo. Ele compara essas divisões a uma doença que enfraquece o corpo e impede seu crescimento saudável.

          Paulo ressalta que nenhum líder humano é suficiente para satisfazer plenamente; somente Cristo é nosso tudo (1Co 1.12-16).          Em vez de se concentrarem na mensagem central da cruz, os coríntios se apegavam a personalidades, criando um ambiente de rivalidade e desunião. Paulo os repreende, declarando que ele não foi enviado para batizar, mas para pregar o evangelho, e que nem ele, nem Apolo, nem Pedro são donos da fé dos crentes, mas servos através dos quais eles creram.

          A lealdade última deve ser a Cristo e à Sua Palavra, e não a líderes e seus carismas. A função dos líderes cristãos é importante, mas nunca deve ser motivo para vaidade, presunção ou soberba (1Co 3.5-4.5).

1Coríntios 3.1:

E eu, irmãos, não pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

 

1 Coríntios 3.3:

Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem?

 

2) A sabedoria humana em oposição à sabedoria de Deus

          A distinção entre a sabedoria de Deus e a sabedoria humana é um tema recorrente em 1 Coríntios. Enquanto a sabedoria humana busca a glória, o reconhecimento e a autossuficiência, a sabedoria de Deus se manifesta na humildade, no serviço e, paradoxalmente, na aparente fraqueza da cruz.

          Paulo nos desafia a não confiarmos em nossa própria inteligência ou nas filosofias deste mundo, mas a depender da revelação divina através do Espírito Santo.  A sabedoria divina nos leva à humildade, ao serviço e à glorificação de Deus.


3) Fornicação (sexo fora do casamento) e outras imoralidades (1Co 5.1-13)

           Paulo alerta com intensidade para a necessidade de a igreja tratar a indisciplina e, em especial, o caso de imoralidade grave, como o de um membro que tinha relações sexuais com a esposa do seu pai (provavelmente não era a sua mãe, mas a nova esposa do pai).

1Coríntios 5.1:

Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal que nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai.


4) Desentendimentos entre os membros da igreja sendo levados à justiça perante cortes públicas (1Co 6.1-11)

1Coríntios 6.1:

Ousa algum de vós, tendo algum negócio contra outro, ir a juízo perante os injustos e não perante os santos?

          Os crentes de Corinto estavam processando uns aos outros (1Co 6.1,2). Paulo ensinou aos coríntios que seria melhor sofrer uma ofensa ou perda do que danificar seu testemunho cristão.


5) Abuso sexual oriundo de uma aplicação errônea do ensinamento ético de Paulo (1Co 6.12-20) 

Paulo destaca a santidade do sexo restrito ao casamento. Ensina sobre a pureza sexual.


6) Casamento, divórcio e celibato (1Co 7.1-40)

          Paulo aborda diretamente a questão da imoralidade sexual que permeava a sociedade coríntia e que se infiltrara na igreja.

          A relação sexual é apresentada como algo sagrado, destinado ao casamento, e qualquer desvio disso é um pecado contra o próprio corpo e contra Deus. Ele recomenda o casamento como um bom caminho para evitar a imoralidade sexual. Aborda também a questão da solteirice, reconhecendo que é um dom (celibato) e uma condição que permite uma dedicação ainda maior ao Senhor.

          Paulo ensina que o corpo do crente é templo do Espírito Santo e que, portanto, deve ser santificado.


7) Ingestão de alimentos sacrificados aos ídolos (1Co 8.1-13).

          Ao tratar da liberdade cristã, o Apóstolo fala da boa consciência. Orienta os cristãos a usarem sua liberdade com amor e consideração pelos outros, que pensam diferente. O princípio básico é o amor e o bom relacionamento. Aqueles de maior conhecimento e maturidade devem evitar humilhar e escandalizar o irmão mais fraco.

1Coríntios 8.1:

Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência mata, mas o amor edifica.

8) O comportamento das mulheres na igreja e o uso de véu, especialmente no contexto de uma cidade como Corinto (1Co 11.2-16).

          A cidade de Corinto era conhecida, principalmente, pelas centenas de ‘sacerdotisas sexuais’ do templo da deusa Afrodite. Paulo não desejava que os cultos cristãos fossem confundidos com os de Afrodite.

Apelava para que houvesse ordem no culto cristão, para não se assemelhar aos cultos pagãos, onde havia descontrole e imoralidade. Ressaltou a importância da ordem e do respeito mútuo na adoração, tema que retoma no capítulo 14.26 a 40.

          Quanto ao uso do véu, o corte de cabelo e a participação das mulheres no culto, fez restrições apenas na Igreja de Corinto. Isso se deveu ao fato de que as mulheres que cortavam o cabelo e ficavam sem véu nos cultos pagãos eram as que estavam disponíveis aos homens. Elas falavam descontroladamente como que possuídas por espíritos.9) O modo correto de celebrar a Ceia do Senhor (1Co 11.17-34) 

           Em Corinto, a Ceia do Senhor estava sendo profanada. O seu objetivo e significado originais estavam se perdendo. Paulo orienta sobre a verdadeira Ceia ministrada por Cristo e seu genuíno significado.    

          A festa do amor (ágape) celebrada após a Ceia do Senhor era outra fonte de problema, pois havia uma comilança de boas comidas trazidas pelos mais ricos para os mais ricos e de comida simples ou nenhuma para os membros da igreja mais pobres (trabalhadores e escravos).

10) O funcionamento e a finalidade dos dons espirituais (1Co 12.1-25)

          Paulo corrige o uso e abuso dos dons espirituais, destacando sua diversidade e propósito. Ele explica que os dons são para edificação prioritária da igreja e não individual. Alguns membros oriundos do paganismo confundiam a experiência dos dons espirituais com algumas experiências místicas pagãs, associando algumas extravagâncias frenéticas do paganismo com o exercício de dons espirituais (12.1-14.40).            Ele retoma o assunto em 14.1-40, falando sobre a necessidade de controle, diante do descontrole e mau uso, que criava rivalidades por causa da manifestação dos dons espirituais. Alguns se vangloriavam de certos dons, sentindo-se superiores a outros.

1Coríntios 12.7:

A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.

 

1Coríntios 12.31:

Procurai com zelo os melhores dons e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente.

 

11) A descrição do sublime amor, como o maior dom espiritual

          Paulo coloca, no rico capítulo 13 de 1Coríntios, que o sublime e verdadeiro amor é mais importante do que qualquer dom espiritual e que a prática de um dom, ainda que o mais relevante, é sem valor sem o exercício do genuíno amor (1Co 13).

1Coríntios 13.4-7:

O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

 

12) A ressurreição de Cristo como esperança do cristão

          A ressurreição de Cristo é um dos pilares fundamentais da fé cristã. A ressurreição dos mortos estava sendo questionada por alguns em Corinto. Paulo dedica um capítulo inteiro (1Coríntios 15.1-58) para refutar essa ideia, demonstrando a centralidade da ressurreição para a validade do evangelho.  Afirma que, se Cristo não ressuscitou, a fé cristã é vã, e os crentes que morreram em Cristo estão perdidos.

          Apresenta a ressurreição de Cristo como a garantia da nossa própria ressurreição. Ele descreve o corpo ressurreto como um corpo transformado, glorificado e eterno, livre da corrupção e da mortalidade. Essa esperança da ressurreição é o que sustenta o crente em meio às perseguições e ao sofrimento, lembrando-nos que a morte não é o fim, mas uma passagem para a vida eterna com Cristo.


13) A oferta para os irmãos de Jerusalém que passavam por dificuldades, como demonstração de generosidade e unidade 

          No final de sua carta, Paulo instrui os coríntios sobre a coleta de ofertas para ajudar os crentes necessitados em Jerusalém. Essa iniciativa demonstra sua preocupação com a unidade do corpo de Cristo, que transcende barreiras geográficas e culturais. A generosidade não é apenas um ato de caridade, mas um reflexo do amor de Deus e um testemunho do evangelho.

          Paulo aproveita o assunto para ensinar princípios sobre a mordomia cristã. Ele falará ainda mais na 2ª. Epístola aos Coríntios nos capítulos 8 e 9, como:

a)   Cada um deve separar conforme prosperou, não com relutância ou por obrigação, mas com alegria;

b)   A oferta deve ser feita com um coração generoso e voluntário, pois Deus ama a quem dá com alegria;

c)   Deus nos confiou bens para também compartilhá-los com os que passam necessidade.

          Ele vai desenvolver a doutrina da mordomia um pouco mais na sua 2ª Carta (ou 3ª), como você pode ver ao estuda-la.

 

OUTRAS CURIOSIDADES

7. “Fazer tendas”. Na sua segunda viagem missionária, Paulo foi de Atenas para Corinto (At 18.1), onde conheceu um casal de judeus oriundos de Roma, Áquila e Priscila. Priscila também era chamada de Prisca (um diminutivo carinhoso). Como dito anteriormente, Paulo trabalhou junto com eles fabricando tendas (Atos 18.2,3) e aos sábados ensinava na Sinagoga de Corinto (At 18.4). Tal atividade era para seu sustento e não ser pesado à igreja, em seu ministério integral e exclusivo de evangelização. A expressão “fazer tendas” passou a significar o trabalho que um pastor faz secularmente, para ajudar no sustento de sua casa, quando a igreja não pode lhe dar sustento integral e ele não deseja ser-lhe pesado.   

 

8. O início do ministério com os gentios em Corinto. Quando os judeus rejeitaram sua mensagem, Paulo focalizou o trabalho entre os gentios na cidade (At 18.5,6).

 

9. Os prováveis portadores desta Carta. Provavelmente, Tito e um irmão anônimo foram os que levaram esta Epístola a Corinto (2Co 8.16-18).

 

10. O tempo do ministério de Paulo em Corinto. Foi de 18 meses, ou um ano e meio (Atos 18.11). Depois de escrever 1Coríntios de Éfeso, ainda na terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo voltou à Macedônia e à Grécia, assim visitando novamente Corinto (20.1-3). Durante essa visita, escreveu a Epístola aos Romanos.

 

11. Conexões de 1Coríntios com o Antigo Testamento:

a) Sabedoria de Deus versus a sabedoria humana: Paulo cita Isaías 29.14 em 1Coríntios 1.19.

b) O novo Êxodo. Alusão ao êxodo do povo de Israel em 1Coríntios 10.1-13. Paulo exorta a igreja de Corinto a observar as consequências para os israelitas e evitar a luxúria e a imoralidade sexual (vv. 6-8), assim como não colocar Cristo à prova e se queixar (vv. 9-10). Números 11.4,34 e 25.1-9; Êxodo 16.2 e 17.2, 7.

c) A criação. Referências à ordem da criação em 1Coríntios 11.7-12.

 

12. Um dos capítulos mais lindos da Bíblia encontra-se nesta carta: 1 Coríntios 13.

 

13. Infelizmente, a Igreja de Corinto deturpou a Ceia do Senhor, a comunhão da Igreja (1Co 11.20-22) e o dom de línguas (1Co 14), além de sua frouxidão moral e liderança pouco preparada. A razão poderia ter sido o pouco tempo que Paulo ali passou (18 meses). Talvez Paulo deveria ter ficado mais tempo no início, para consolidar e reforçar seus ensinamentos, principalmente porque a Igreja estava numa das mais pervertidas cidades da época.

 

14. Uma das mais lindas confissões da fé cristã encontra-se em

1Coríntios 15.34:

Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.

Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

 

15. A ressurreição, uma das mais importantes doutrinas da fé Cristã, encontra-se lindamente descrita em 1Coríntios 15.

1Coríntios 15.19:

Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

 

16. Escriba da Carta. A escrita da Epístola de 1 Coríntios, provavelmente, teve a ajuda de Sóstenes, que estava com Paulo em Éfeso. O nome dele é citado como coautor. 

 

17. 1Coríntios foi escrita em grego koinê. O grego daquela época não era o grego clássico. É conhecido como grego koinê. Koinê é uma palavra grega que significa comum. Era a língua comum do povo.  O grego clássico era mais para uso acadêmico e em documentos oficiais.

 

18. ESBOÇO COM OS ASSUNTOS TRATADOS EM CADA CAPÍTULO


Capítulo 1:

1. Paulo saúda a igreja e expressa gratidão pela graça de Deus sobre eles (1.1-9).

2. Ele repreende as divisões entre os cristãos, que se agrupavam em torno de líderes, como Paulo, Apolo e Pedro, esquecendo-se de Cristo (1.10-17).3. Enfatiza que a mensagem da cruz parece loucura para os incrédulos, mas é o poder de Deus para os salvos (1.18-25).

4. Deus escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar os sábios e poderosos (1.26-31).


Capítulo 2:

5. Paulo explica que não pregou com palavras persuasivas, mas com o poder do Espírito (2.1-5).

6. A sabedoria de Deus é revelada pelo Espírito Santo, que nos ensina as coisas profundas de Deus (2.6-16).


Capítulo 3:

7. Paulo repreende os coríntios por ainda serem carnais e divididos (3.1-4).

8. Ele explica que Apolo e ele são apenas servos que plantam e regam, mas Deus dá o crescimento (3.5-9).9. Usa a metáfora de um edifício, dizendo que Cristo é o único fundamento (3.10-15).

10. Os crentes são o templo do Espírito Santo e Deus destruirá quem destruir o seu templo (3.16,17).11. Conclui que toda sabedoria humana é vã e que os coríntios pertencem a Cristo (3.18-23).


Capítulo 4: 

12. Paulo ensina que os apóstolos são servos de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus (4.1-5).

13. Ele exorta os coríntios a não serem arrogantes e lhes lembra o sofrimento dos apóstolos (4.6-13).14. Ele os corrige como um pai espiritual e avisa que pode vir com disciplina se necessário (4.14-21).


Capítulo 5: 

15. Paulo repreende a igreja por tolerar um caso de imoralidade sexual (5.1,2).

16. Instrui sobre a expulsão do pecador não arrependido para que seu espírito seja salvo (5.3-5).17. Adverte contra a contaminação do pecado e ensina que os crentes não devem se associar com falsos irmãos imorais (5.6-13).


Capítulo 6: 

18. Paulo condena cristãos que levam seus conflitos a tribunais seculares (6.1-8).

19. Ele lembra que os injustos não herdarão o Reino de Deus (6.9-11).20. Ensina que o corpo é templo do Espírito Santo e que os crentes devem fugir da imoralidade sexual (6.12-20).


Capítulo 7:

21. Paulo responde a perguntas sobre o casamento e ensina que tanto o casamento quanto o celibato são dons de Deus (7.1-9).

22. Enfatiza a fidelidade conjugal e a reconciliação (7.10-16).23. Aconselha os solteiros a permanecerem como estão, devido à breve duração desta era (7.25-35).

24. Ele também discute sobre viúvas e casamento (7.36-40).


Capítulo 8:

25. Paulo ensina que o conhecimento pode levar ao orgulho, mas o amor edifica (8.1-3).

26. Embora os ídolos não tenham poder real, comer carne sacrificada pode ser um tropeço para os fracos na fé (8.4-13).


Capítulo 9:

27. Paulo defende seu direito de ser sustentado pela igreja, mas renuncia a esse direito por amor ao Evangelho (9.1-18).

28. Ele se coloca como servo de todos para ganhar mais almas (9.19-23).29. Compara a vida cristã a uma corrida, onde é necessário autodisciplina para obter a coroa incorruptível (9.24-27).


Capítulo 10:

30. Paulo lembra aos coríntios os erros de Israel no deserto como advertência (10.1-13).

31. Ensina que a idolatria deve ser evitada, pois a mesa do Senhor e a dos demônios não podem ser misturadas (10.14-22).32. Ele reforça que todas as coisas devem ser feitas para a glória de Deus (10.23-33).


Capítulo 11:

33. Paulo ensina sobre a ordem na criação e a necessidade de a mulher cobrir a cabeça na adoração (11.2-16).34. Corrige abusos na Ceia do Senhor e ensina que deve ser tomada com reverência (11.17-34).


Capítulo 12: 

35. Paulo ensina que os dons espirituais vêm do Espírito Santo e são dados para o bem comum (12.1-11).

36. Ele compara a igreja ao corpo humano, enfatizando a interdependência dos membros (12.12-31).


Capítulo 13:

37. Paulo ensina que, sem amor, os dons espirituais são inúteis (13.1-3).

38. Descreve as características do amor (13.4-7).

39. Afirma que o amor é eterno, enquanto os dons espirituais são temporários (13.8-13).


Capítulo 14:

40. Paulo ensina que a profecia edifica a igreja mais do que o dom de línguas sem interpretação (14.1-19).

41. Dá instruções para o uso dos dons espirituais com ordem no culto (14.20-40).


Capítulo 15: 

42. Paulo reafirma a ressurreição de Cristo e sua importância para a fé cristã (15.1-19).

43. Ensina sobre a ressurreição dos crentes e o corpo glorificado (15.20-49).44. Declara a vitória final sobre a morte por meio de Cristo (15.50-58).


Capítulo 16:

45. Paulo dá instruções sobre a coleta para os santos (16.1-4).

46. Fala de seus planos de viagem (16.5-12).

47. Conclui com exortações e saudações (16.13-24).

 

 

19. SEGMENTAÇÃO DA EPÍSTOLA

          A Epístola pode ser dividida em quatro partes:

I. 1Coríntios 1-4: 

- O apóstolo lida com o assunto das lamentáveis ​​divisões e disputas partidárias que surgiram entre elas.

II. 1Coríntios 5-6: 

- Em seguida, trata de certos casos de imoralidade que se tornaram conhecidos entre eles. Eles aparentemente foram indiferentes aos princípios da moralidade.

III. 1Coríntios 7-14: 

- Na terceira parte, Paulo discute várias questões doutrinárias e da ética cristã em resposta a certas perguntas que lhe haviam feito. Especialmente corrige certos abusos notórios em relação à celebração da Ceia do Senhor.

IV. 1Coríntios 15-16: 

- A parte conclusiva contém uma elaborada defesa da doutrina da ressurreição dos mortos, que fora questionada por alguns, seguida por algumas instruções gerais, insinuações e saudações.

 

20. OUTROS VERSOS SIGNIFICATIVOS

a) Sintetizam a Epístola:

1Coríntios 6.12:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

 

b) Outros preciosos:

1 Coríntios 6.19,20:

Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.


1Coríntios 10.23:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convém; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.

 

1Coríntios 10.31:

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.


1Coríntios 15.3,4:

Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.


1Coríntios 16.14:

Todos os vossos atos sejam feitos com amor.

Conclusão

          Infelizmente as igrejas de Cristo, hoje, ainda lutam com divisões, imoralidade e com o uso abusivo ou não uso dos dons espirituais, como a de Corinto. O ambiente moral e espiritual em que vivemos se assemelha ao de Corinto. A Epístola de Paulo é contemporânea, para todos, em todos os tempos.

 

bottom of page