

PRIMEIRA EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES
(Informações de domínio público, pesquisadas e selecionadas de muitas publicações, adaptadas e reorganizadas por Walmir Vieira)
CURIOSIDADES E OUTRAS INFORMAÇÕES
1. A AUTORIA
1 Tessalonicenses 1.1:
Paulo, Silvano e Timóteo, à congregação dos tessalonicenses, que está em união com Deus, o Pai, e com o Senhor Jesus Cristo.
Depois de Paulo ter plantado a igreja em Tessalônica, escreveu sua primeira carta aos crentes de lá, poucos meses após a sua partida.
Em Atos, Lucas registra que Paulo pregou, por três sábados, aos judeus na sinagoga de Tessalônica (Atos 17.2) o que daria umas três ou quatro semanas. No entanto, a maioria dos estudiosos acredita que Paulo passou cerca de três a quatro meses com os tessalonicenses, porque ficara lá o tempo suficiente para receber mais de uma oferta da igreja de Filipos, conforme Filipenses 4.15,16:
Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade.
Paulo escreveu essa carta com Silvano (forma ampliada de Silas, tratando-se da mesma pessoa) e Timóteo. Silas foi colocado como coautor, porque Paulo o considerava igual a ele, pois compartilhava responsabilidades e pensamentos semelhantes aos seus, além de estar junto com ele no sofrimento das perseguições e quando escreveu a Carta.
Quanto a Timóteo, ele o tinha como filho na fé (1Tm 1.2). Estudiosos acham muito provável que Timóteo o tenha auxiliado como amanuense do pergaminho, ou seja, escrevia o que Paulo ditava, além de ajudar na composição de parte dos textos. Timóteo ainda é citado como coautor na introdução de seis cartas de Paulo, como: 2Co 1.1; Fl 1.1; Cl 1.1; 1Te 1.1; 2Te e Fl 1.1.
2. A CONTROVÉRSIA SOBRE A DATA
2.1. A dúvida quanto a ser 1Tessalonicenses ou Gálatas a primeira carta escrita por Paulo e a primeira do NT
De acordo com muitos estudiosos, a Primeira Carta aos Tessalonicenses foi a primeira epístola escrita pelo Apóstolo, redigida por volta de 50-51 d.C. Outros estudiosos apontam a Carta aos Gálatas como a primeira a ser escrita. Como Gálatas trata, principalmente, da oposição de Paulo à pregação dos judaizantes (judeus cristãos) que exigiam a circuncisão e a observância de outros preceitos da lei mosaica para a salvação, Paulo não deixaria de mencionar a decisão do Concílio de Jerusalém, que desobrigava os gentios de circuncisão.
Portanto, a Carta aos Gálatas teria sido escrita antes de 50 d.C. e 1 Tessalonicenses depois de 50 d.C., com diferença de cerca de um ano.
2.2. A data da escrita dos Evangelhos
Logo depois da ressurreição de Jesus, os apóstolos evangelizaram onde o próprio Senhor viveu, ou seja, na Galileia e na Judeia. Eles se dedicavam à pregação e não havia muita preocupação em registrar, por escrito, o que Jesus havia dito e feito, porque a lembrança das suas palavras impactantes estava viva no coração dos apóstolos.
Os apóstolos foram testemunhas oculares de Jesus; certamente, havia outras testemunhas, que também falavam às igrejas como pregadores itinerantes. O kerigma (pregação oral dos ensinos e feitos de Cristo) era intenso e vívido, entre os anos 30 e 60 d.C.
Com o tempo, diminuindo o número de testemunhas oculares vivas, as primeiras tradições escritas apareceram. Os estudiosos apontam que, depois dos anos 40, foi elaborada uma coleção de frases proferidas por Jesus, como a chamada “Fonte Q”, que Mateus e Lucas usaram para escreverem seus Evangelhos.
Nenhum dos Evangelhos, nem os Atos dos Apóstolos, estava escrito quando Paulo começou suas viagens missionárias em 46 d.C., e ao escrever suas epístolas, depois de 49 d.C. O primeiro Evangelho a ser escrito foi o de Marcos, no início dos anos 60 d.C. e o último, o de João, por volta de 90 d.C.
3. A CIDADE DE TESSALÔNICA
Em Tessalônica, na Grécia, havia cerca de 200 mil habitantes, na época de Paulo. Era a capital da província da Macedônia, dominada pelo império romano. Ainda existe e está localizada ao norte da Grécia atual, sendo sua segunda maior cidade. Atenas é a capital e maior cidade.
a) Fundação e organização da cidade
Fundada em 315 a.C., por Cassandro, general grego de Alexandre Magno (que quer dizer ‘Grande’). Cassandro deu à nova cidade o nome de sua esposa, a meia-irmã do Imperador Alexandre. Em 168 a.C., Tessalônica foi conquistada pelos romanos.
Nela morava o procônsul romano. Tendo obtido do imperador Augusto o privilégio de ser cidade livre, era administrada por um conselho eleito pela assembleia do povo (At 17.5) e presidida por magistrados (At 17.6-8).
b) A economia e o conceito de trabalho na cidade
Era um importante porto marítimo com comércio intenso. Sua sociedade era muito heterogênea. Havia uma elite dominante formada por lideranças políticas e militares, e por uma minoria que detinha e controlava o comércio e os meios de produção. Sua população era de trabalhadores braçais, carregadores do porto, escravos, comerciantes e profissionais itinerantes vindos da Itália e da Ásia Menor.
O trabalho, de maneira geral, a partir da visão da elite, era visto como algo negativo, que cabia aos escravos e aos pobres, enquanto a elite vivia do ócio.
c) As religiões na cidade
Havia uma sinagoga onde se reuniam judeus e prosélitos (convertidos ao Judaísmo). Os judeus radicais da cidade (que não creram na mensagem do Messias ressurreto pregada por Paulo e seus amigos) foram bastante hostis para com os pregadores da mensagem do Evangelho. No entanto, outros judeus creram.
Havia também adoradores das divindades locais advindas de várias partes do Império. Na região macedônica, onde estava Tessalônica, era muito forte o culto aos deuses gregos Dionísio, Isis, Satrapias e Artêmis, que as cidades consideravam promotores de sua “harmonia” como sociedade e de sua organização social. A eles, o culto era dado sobretudo com festas, danças, refeições comunitárias e orgias sexuais, algo muito natural para a mentalidade da época.
4. A IGREJA DOS TESSALONICENSES
4.1. A origem da igreja
Paulo e Silvano (Silas) organizaram a congregação em Tessalônica quando visitaram a cidade, por volta de 49 e 50 d.C., durante sua segunda viagem missionária, vindos de Filipos (At 17.1-4). Um grupo de convertidos surgiu no curto espaço de tempo em que Paulo e Silas permaneceram em Tessalônica.
A permanência deles foi abreviada porque os judeus, movidos de inveja (Atos 17.5) mobilizaram um grupo da cidade e iniciaram uma perseguição contra Paulo e Silas. Além de se oporem à pregação sobre o Messias ressurreto, os acusaram de traição a Roma, por anunciarem um outro rei.
4.2. Composição da Igreja
Como disse anteriormente, em Tessalônica, Paulo e Silas pregaram aos judeus (At 17.1) e vários deles se converteram. Na pregação sobre Jesus Cristo como Messias também creram gregos e mulheres da alta sociedade (At 16.14; 17.4). Antes de sua conversão, os tessalonicenses viviam em um ambiente politeísta (1.9,10), marcado por mitologias e crendices idólatras e promiscuidade (1Te 1.1-10).
4.3. Características que destacavam a Igreja
Apesar do pouco tempo de ministração do Evangelho, os tessalonicenses convertidos logo manifestaram evidências de conversão genuína e até maturidade cristã, conforme relato da Carta, a saber:
a) A Igreja tornou-se imitadora de Cristo, como Paulo, Silas e Timóteo, e passou a ser modelo para os crentes de outras regiões.
1 Tessalonicenses 1.6,7:
E vocês se tornaram imitadores nossos e do Senhor, pois aceitaram a palavra sob muito sofrimento, com a alegria que vem do Espírito Santo, de modo que se tornaram um exemplo para todos os crentes da Macedônia e da Acaia.
b) A igreja reconheceu o senhorio de Cristo Jesus e seus ensinos, passando a adotar um estilo de vida santo e contracultural (valores e comportamentos diferentes dos predominantes na cultura iniqua da cidade), o que atraiu ira e oposição de judeus e gregos não convertidos.
c) A igreja também se distinguiu pela pregação do evangelho. Os tessalonicenses, embora fossem neófitos (novos convertidos), logo começaram a divulgar o evangelho. Propagaram a mensagem de Cristo pela Macedônia e Acaia.
Paulo, ao passar pelas regiões evangelizadas pelos tessalonicenses, nada mais precisou acrescentar, visto que o ensino ministrado por eles era exatamente como o comunicado por Paulo.
1 Tessalonicenses 1.8,9:
Porque, partindo de vocês, propagou‑se a mensagem do Senhor na Macedônia e na Acaia. Não somente isso, mas a fé que vocês têm em Deus também se tornou conhecida por toda parte. O resultado é que não temos necessidade de dizer mais nada sobre isso, pois eles mesmos relatam de que maneira vocês nos receberam e como se voltaram para Deus, deixando os ídolos a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro.
5. OS DESLOCAMENTOS FORÇADOS
a) De Filipos para Tessalônica
Paulo e Silas (Silvano) permaneceram em Tessalônica por um curto período de tempo (cerca de três meses). Logo tiveram que partir pois os judeus, movidos de inveja (Atos 17.5), incitaram alguns da cidade contra Paulo e Silas, acusando-os de traição a César (desculpa para esconder a inveja e a não aceitação da mensagem do evangelho). A igreja enfrentou perseguição praticamente desde o início do trabalho de Paulo e Silas na cidade, conforme registrado em 1Te 1.6; 2.14 e 3.3-5. Os cristãos de Tessalônica também foram acusados de desafiar César, o imperador romano, por “dizerem que há outro rei, Jesus” (Atos 17.7).
b) De Tessalônica para Bereia
Numa determinada noite, uma turba violenta da cidade se levantou contra Paulo e Silas com o objetivo de prendê-los (Atos 17.5-10). Com a ajuda dos irmãos, Paulo e Silas fugiram de Tessalônica, naquela mesma noite, indo para Bereia, a uns 70 km dali.
Em Bereia, logo inciaram o ensino do evangelho na sinagoga. Os bereanos mostraram-se prudentes ao examinarem nas Escrituras tudo quanto Paulo falava, para ver se era assim mesmo. Confirmavam tudo, comparando-o com os textos do Antigo Testamento. Em Bereia houve conversões. Isso atraiu novamente a ira os judeus de Tessalônica que seguiram para lá a fim de perseguirem e induzirem alguns da cidade contra eles.
c) De Bereia para Atenas
Paulo e Silas, então, foram obrigados a se separarem também dos bereanos. Navegaram para Atenas. Lá, Timóteo se juntou a eles, mas logo foi enviado de volta à Tessalônica, para obter notícias da igreja fundada naquela cidade. Em Atenas, Paulo pregou no Areópago. Enfrentou, também, dificuldades nessa cidade extremamente pagã e orgulhosa de sua sabedoria humana.
d) De Atenas para Corinto
Enquanto Timóteo ia para Tessalônica, Paulo e Silas partiram de Atenas para Corinto. Foi para esta cidade que Timóteo retornou trazendo ótimas notícias sobre a perseverança da fé, esperança, amor dos irmãos de Tessalônica, apesar das perseguições sofridas.
6. O LOCAL DA ESCRITA DA CARTA
Foi em Corinto que Paulo redigiu a 1ª Epístola aos Tessalonicenses, poucos meses depois de ter saído de Tessalônica.
Paulo tentou duas vezes visitar os tessalonicenses, mas não conseguiu. Falando sobre isso, ele disse: “Satanás bloqueou o nosso caminho” (1Te 2.18). Então, ele enviou Timóteo para consolar e fortalecer os irmãos em Tessalônica, bem como para saber o estado do grupo de convertidos.
Quando Timóteo voltou trazendo boas notícias da Igreja, Paulo se sentiu motivado a escrever uma carta para elogiar e encorajar os tessalonicenses e o fez em Corinto, onde estavam os três (Paulo, Silas e Timóteo).
7. OS PROPÓSITOS DA CARTA
Os objetivos que levaram Paulo a escrever sua primeira Carta aos Tessalonicenses foram os seguintes:
a) Manifestar sua alegria com as notícias trazidas por Timóteo de que os tessalonicenses estavam firmes na fé (1Te 3.6-10).
1Tessalonicenses 3.6:
Vindo, porém, agora, Timóteo de vós para nós, e trazendo-nos boas novas da vossa fé e amor e como sempre tendes boa lembrança de nós, desejando sempre ver-nos, como nós também a vós.
Paulo estava impressionado com a fidelidade dos tessalonicenses mesmo diante das perseguições. Ele queria elogiá-los e encorajá-los para que continuassem a crescer em santidade e não deixassem de ter esperança e perseverança diante dos riscos de viver sua fé;
b) Defender-se das acusações dos adversários judeus que diziam que ele não tinha autoridade divina (1Te 1.5), e que seu interesse era extorquir dinheiro (1Te 2.9);
c) Alertar quanto a se manterem firmes na fé, esperança e amor, mesmo sofrendo perseguições, e não caírem na tentação de voltarem às práticas pagãs, como a prostituição (1Te 1.9; 4.3-8), aos desvios éticos e à ociosidade (1Te 4.11-12), bem como a desconsideração para com as autoridades espirituais que os lideravam (1Te 5.12-14);
d) Esclarecer, principalmente, uma série de dúvidas quanto à volta de Cristo. Os ensinos sobre o que envolve a segunda vinda de Cristo (Escatologia) estão mais presentes em 1ª e 2ª Tessalonicenses, do que em outras cartas de Paulo, conforme detalhados no próximo ponto deste estudo.
8. OS CONTEÚDOS E ASSUNTOS TRATADOS NA CARTA
8.1. A volta ou retorno de Jesus (a Parousia) é o tema principal da Epístola
A 1ª Carta aos Tessalonicenses fornece aos cristãos de hoje as passagens bíblicas mais claras e abrangentes sobre como se dará e o que acontecerá na volta de Cristo (parousia, expressão grega que significa “retorno” ou “volta”). Paulo e os profetas do AT chamavam o dia do juízo ou final: “o grande dia do Senhor”.
Estes são os pontos que Paulo esclarece sobre este assunto:
a) A volta do Senhor será de forma triunfante e gloriosa:
1Te 4.16a: Porque o nosso Senhor descerá do céu com alarido, e com a voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus;
b) Jesus voltará inesperada e repentinamente conforme 1Te 5.1-3:
Irmãos, quanto aos tempos e às épocas, não precisamos escrever, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como um ladrão à noite. Quando disserem: “Paz e segurança”, a destruição virá de repente sobre eles, como as dores de parto à mulher grávida; de modo nenhum escaparão.
c) Os salvos que dormiram (morreram fisicamente) antes da volta de Jesus ressuscitarão primeiro e todos virão com Ele com corpos glorificados, conforme 1Te 4.15-16b:
Conforme a palavra do Senhor, dizemos a vocês que nós, os que estivermos vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, certamente não precederemos os que dormem, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
d) Os que estiverem vivos serão arrebatados e terão seus corpos transformados, em corpos glorificados, preparados para viver eternamente, sem limitações.
1Te 4.17b: Depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar com o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.
e) O perseverar na esperança e expectativa pela Segunda Vinda de Jesus, a qualquer momento, fortalece o desejo de viver uma vida de permanente santidade e retidão.
1Te 3.13: Para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.
1Te 5.23: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Se falecermos antes da volta de Cristo e partirmos em santificação, alcançaremos a terceira parte da salvação, depois da conversão e da santificação, ou seja, a glorificação.
8.2. A carta também aborda outros temas relevantes de orientação à comunidade para que:
a) aparte-se dos costumes pagãos como a prática do sexo ilegítimo (1Te 4.3);
b) viva uma vida simples, com lealdade, ocupando-se do trabalho para seu próprio sustento (1Te 4.11,12);
c) viva vigilante, tendo como inspiração a trilogia fé-amor-esperança numa sociedade pagã, sendo luz para ela (1Te 5.4-11);
d) seja generosa e reconheça as suas lideranças (1Te 5.12-13);
e) cuide dos pobres, encoraje os desanimados, corrija os preguiçosos, a fazerem o bem, e orar sempre e sem cessar, inclusive, sendo fiéis leitores-ouvintes-praticantes das Escrituras (1Te 5.14-22).
9. ALGUNS ESBOÇOS PARA SERMÕES/ESTUDOS TIRADOS DE PASSAGENS DA CARTA
Muitos sermões podem ser pregados com versos da 1ª. Epístola aos Tessalonicenses. Apresento alguns:
9.1. Sete imperativos de uma vida cristã saudável
1Tessalonicenses 5.16-22
1) Regozijai-vos sempre (v. 16).
2) Orai sem cessar (v. 17).
3) Em tudo dai graças porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco (v. 18).
4) Não extingais o Espírito Santo (v. 19), permitindo serem usados por Ele e reconhecendo o Seu ministério.
5) Não desprezeis as profecias (v. 20), profecias como o ensino da Palavra de Deus.
6) Examinai tudo. Retende o bem (v. 21).
7) Abstende-vos de toda a aparência do mal (v. 22).
9.2. Como o crente deve viver
1Tessalonissenses 5.2:
Pois vocês mesmos sabem muito bem que o dia do Senhor virá como um ladrão à noite.
1. Viva como se Jesus Cristo tivesse MORRIDO ONTEM.
2. Viva como se Jesus Cristo tivesse RESSUSCITADO HOJE.
3. Viva como se Jesus Cristo fosse VOLTAR AMANHÃ.
9.3. Como pregar o Evangelho
1Tessalonicenses 1.5:
Porque o nosso evangelho não vos foi pregado somente por palavras, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. [grifo meu]
1. Pregar com PALAVRAS (falando), mas não apenas com palavras humanas, mas, principalmente, palavras de Deus.
Romanos 10.17: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.
2. Pregar com o PODER de Deus
- O poder do evangelho, da boa nova
Romanos 1.16: Porque não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê.
3. Pregar com o ESPÍRITO SANTO
- Não apenas com a empatia humana, mas com a unção e direção do Espírito de Deus que deve habitar no pregador.
4. Pregar com CONVICÇÃO
- Crendo firmemente e vivendo plenamente o que prega.
9.4. A tríade fundamental da vida cristã
1Tessalonicenses 1.3:
Pois, na presença do nosso Deus e Pai, nos lembramos constantemente do seu trabalho fiel, do seu esforço motivado por amor e da sua perseverança em razão da sua esperança no nosso Senhor Jesus Cristo.
1ª. Fé.
2ª. Esperança,
3ª. Amor.
a) Aparecem juntas em 1Co 13.13: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor”.
b) Aparecem também nos textos de Rm 5.2-5; Gl 5.5,6; Hb 6.10-12; 10.22-24; 1Pe 1.3-8, 21, 22.
9.5. Outros esboços de sermões em 1 Tessalonicenses que estão no site do CLIC.
Na seção “Esboço de Sermões” da página inicial deste site, clicando no item “ÍNDICE”, rolando até 1Tessalonicenses, você encontrará mais dois sermões baseados na 1ª Carta aos Tessalonicenses. Clique em cada um deles que será encaminhado para o esboço respectivo. Faça bom uso, com toda liberdade para melhorar e sem necessidade de dar crédito, pois também fui abençoado por outros autores, ao elaborá-los, além do Espírito Santo.
a) 1Te 5.12,13: CONHECENDO O MINISTÉRIO PASTORAL.
b) 1Te 5.18: O PODER DA GRATIDÃO.
OUTRAS CURIOSIDADES
10. Paulo chama os tessalonicenses convertidos de ekklesia (“Igreja, assembleia”). Esta é a primeira vez que a palavra grega ekklesia é registrada no NT. Ainda que ela apareça nos Evangelhos, nesta Carta foi escrita primeiro, uma vez que as cartas de Paulo foram escritas antes dos Evangelhos (1Te 1.1).
11. Em 1Tessalonicenses 2.7-11, está registrada a mais linda mensagem de afeto e de preocupação amorosa escrita pelo Apóstolo Paulo a uma igreja:
Embora, como apóstolos de Cristo, pudéssemos ter sido um peso, fomos bondosos quando estávamos entre vocês, como a mãe que cuida dos próprios filhos.
Sentindo, assim, tanta afeição, decidimos dar a vocês não somente o evangelho de Deus, mas também a nossa própria vida, porque vocês se tornaram muito amados. Irmãos, certamente vocês se lembram de nosso trabalho esgotante e da nossa fadiga para pregar o evangelho de Deus a vocês, trabalhando noite e dia para não sermos pesados a vocês.
Tanto vocês quanto Deus são testemunhas de como nos portamos de maneira santa, justa e irrepreensível, entre vocês, os que creem.
Também sabem que tratamos cada um de vocês como um pai trata os seus filhos, encorajando, consolando e testemunhando para que vivam de maneira digna de Deus, que os chamou para o seu reino e para sua glória.
12. Vale ressaltar que é uma Carta cheia de elogios à nova igreja. Paulo destacou os tessalonicenses por sua fé, seu amor e sua esperança e os incentivou a continuar desenvolvendo essas qualidades, conforme 1Te 1.3 e 8; 3.10 e 12 e 5.8.
13. Nesta carta, Paulo deu bastante destaque para a oração, como:
a) Disse que ele e seus colaboradores sempre incluíam os tessalonicenses em suas orações (1Te 1.2 e 2.13).
b) Ele lhes deu o seguinte incentivo: “Orem constantemente (sem cessar). Deem graças por todas as coisas” (1Te 5.17, 18).
c) Também pediu: “Irmãos, continuem a orar por nós” (1Te 5.25).
d) Ainda circundou a Epístola por três orações:
- primeiro, começou com uma oração de ação de graças em 1.1-5;
- segundo, colocou outra oração que registra a transição para uma segunda parte da Carta em 3.11-13;
- terceiro, concluiu a Epístola com outra oração em 5.23-28.
14. Trechos de 1Tessalonicenses são citados e a Carta é mencionada nominalmente para confirmar o verdadeiro ensino cristão, em vários documentos mais antigos, como por exemplo:
a) escritos de Irineu (século II d.C.), que mencionou a Carta pelo nome;
b) o códice em papiro conhecido como P46, datado de cerca de 200 d.C.;
c) um papiro do século III d.C., chamado de P30.
15. Em 1Tessalonicenses, Paulo parece acreditar na volta de Jesus para a sua época. A 2Tessalonicenses deixa mais claro que a volta podia ou não acontecer naquela geração, mas que devemos sempre estar preparados, pois o nosso destino está traçado pela maneira que vivemos enquanto vivos na carne e pela fé e esperança em Cristo que mantemos. É como se Cristo voltasse para cada pessoa que morre fisicamente, e que prestará contas a Deus.
16. Na Epístola, o Apóstolo ressalta o papel da Trindade ou Triunidade (um só Deus em três pessoas), citando várias vezes Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
A passagem em que Paulo louva a Deus pela fé e pelo exemplo dos tessalonicenses, descrevendo o papel de cada pessoa da Trindade (ou Triunidade) Divina, está registrada em 1Tessalonicenses 1.3-7:
Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. Sabemos, irmãos, amados de Deus, que ele os escolheu porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção. Vocês sabem como procedemos entre vocês, em seu favor. De fato, vocês se tornaram nossos imitadores e do Senhor, pois, apesar de muito sofrimento, receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo. [sublinhados meus]
17. A dignidade do trabalho. Como dito na descrição da cidade, as elites cultivavam o ócio e consideravam indigno o trabalho, reservado para a plebe (pobres e escravos). Não tendo grandes recursos financeiros, a maioria dos crentes tessalonicenses dedicava-se ao serviço braçal.
Para desfazer esta ideia da indignidade do trabalho, Paulo lembra que ele mesmo fez serviços braçais (1Ts 2.9) para não ser pesado a eles, ensinou a importância do trabalho honesto e bem-feito, além de destacar que a dignidade ainda maior está em serem filhos de Deus, e por isso todos eles eram verdadeiramente irmãos em Cristo. Interessante é que a palavra “irmãos” se repete 19 vezes na Carta.
18. SUMÁRIO da CARTA
1. Introdução (1.1-10)
a) Saudações iniciais (1.1);
b) Paulo agradece a Deus pela fé dos cristãos tessalonicenses (1.2-7);
c) Os tessalonicenses abandonaram seus ídolos sem vida e passaram a servir a um Deus vivente (1.8-10).
2. O ministério bem-sucedido de Paulo e de seus colaboradores em Tessalônica (2.1 a 3.13)
a) Apesar de oposição, Paulo realizou seu ministério com coragem (2.1-4);
b) Paulo tratava os irmãos de modo meigo (2.5-12);
c) Os cristãos de Tessalônica aceitaram a palavra de Deus e suportaram oposição “dos seus próprios conterrâneos” (2.13-16);
d) Paulo desejava muito ver os irmãos de Tessalônica (2.17-20);
e) A espera ansiosa de Paulo em Atenas; Timóteo é enviado a Tessalônica (3.1-5);
f) Timóteo traz notícias consoladoras (3.6-10);
g) Paulo pediu em oração que os tessalonicenses transbordassem em amor uns pelos outros (3.11-13).
3. Instruções sobre como andar de um modo que agrade a Deus (4.1-12)
a) Como andar de um modo que agrade a Deus mais plenamente (4.1,2);
b) Alerta contra a imoralidade sexual (4.3-8);
c) Amem uns aos outros cada vez mais (4.9-12).
4. Comentários sobre a ressurreição e a vinda do dia do Senhor (4.13 a 5.11)
a) Os mortos em união com Cristo se levantarão primeiro (4.13-18);
b) O dia do Senhor virá exatamente como um ladrão à noite (5.1-5);
c) Estejam despertos e mantenham os sentidos; a importância da fé, do amor e da esperança (5.6-11).
5. Instruções sobre como trabalhar em união na congregação (5.12-22)
a) Respeitem os que exercem a liderança; amparem os fracos e os deprimidos (5.12-15);
b) Orem constantemente; não apaguem o fogo do Espírito (5.16-22).
6. Comentários finais (5.23-28)
a) Paulo ora para que toda a congregação seja preservada irrepreensível (5.23, 24);
b) Paulo pede que os irmãos orem por ele e por seus colaboradores e que sua carta seja lida a todos (5.25-28).