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Sementeira Homilética baseada no livro:
1 CORÍNTIOS

A IMORALIDADE PRIMITIVA

“Geralmente se ouve que há entre vocês imoralidade, e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai.”

1 Coríntios 5.1

 

Alguém pode estranhar como seria possível a igreja nascente ter problemas de imoralidade tão grave, como nem mesmo entre os gentios acontecia — no mundo pagão que estava sendo alcançado pelo evangelho do Reino. A Eclesia, através dos novos convertidos, trazia consigo práticas e vícios que aparentemente para eles eram normais, aceitáveis, porque ainda não tinham entendimento do que significava ser igreja: a noiva de Cristo, que tinha de se apresentar santa, sem mácula e sem rugas. A recomendação paulina não é uma abordagem isolada de um problema de Corinto, mas se aplica às comunidades imersas na cultura grega, onde o sexo livre fazia parte do culto aos ídolos. Veja: “Mas agora lhes escrevo que não se associem com quem, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, maldizente, bêbado ou roubador; com tal pessoa nem sequer comam” (1 Coríntios 5.11). É preciso lembrar que, no contexto histórico, ainda não havia Novo Testamento como o conhecemos, o que tornava tudo mais difícil, pois a instrução para as igrejas chegava por cartas.

O paradoxo: uma igreja cheia de dons e, ao mesmo tempo, cheia de problemas de imoralidade e idolatria. Como escreveu Gordon Fee: “É essa ausência tanto de um senso de pecado quanto de qualquer consequência ética para a vida no Espírito que torna a ‘espiritualidade’ coríntia radicalmente diferente daquela que Paulo ensinava.”

João, em Apocalipse, teve de confrontar esse problema em duas igrejas: Pérgamo — tolerava os ensinos de Balaão e dos nicolaítas, ligados à idolatria e à imoralidade (Ap 2.14-15); Tiatira — tolerava “Jezabel”, que incentivava a imoralidade sexual e a idolatria (Ap 2.20). O caráter de santidade da igreja precisava ser implantado nos primórdios para que a mensagem do evangelho não fosse diluída nem a obra redentora de Cristo fosse em vão. Como advertiu Dietrich Bonhoeffer: “Graça barata é a pregação do perdão sem exigir arrependimento, batismo sem disciplina eclesiástica... Graça barata é graça sem discipulado, graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado.” Senhor, a Tua Palavra diz que devemos nos apresentar diante de Ti santificados — corpo, alma e espírito —, assim como convém aos santos. Obrigado, Senhor, porque a lei não me concedia poder para vencer a imoralidade sexual, mas o Teu Evangelho, que é poder de Deus, faz-me mais que vencedor. Com a Tua presença, a carne foi crucificada juntamente Contigo. Amém.

 

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ELP

 

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